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Estrangeiros devem deixar cerca de R$ 290 milhões no RS

 Estrangeiros devem deixar cerca de R$ 290 milhões no RS
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Mesmo minoria entre os mais de 100 mil turistas esperados em cada uma das cinco partidas da Copa do Mundo em Porto Alegre, serão os estrangeiros os responsáveis pela maior parte dos recursos injetados com a realização do Mundial. Pesquisa da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS) indica que, entre Capital, Região Metropolitana e Serra, a circulação de visitantes deve movimentar R$ 360 milhões em hospedagem, alimentação, lazer e compras. Desse total, R$ 290,5 milhões serão gastos por estrangeiros, calcula Lucas Schifino, economista da entidade.

Pouco mais de duas semanas antes de a bola rolar no Beira-Rio, a soma de vários estudos e sondagens de diferentes entidades empresariais sobre as expectativas de negócios para Copa começa a mostrar de forma mais nítida quem se beneficiará mais, quem pode ver as vendas murchar e de onde virá a maior parte do dinheiro extra que circulará graças ao Mundial.

Por enquanto, o jogo das projeções indica que o setor de serviços deve ganhar de goleada em faturamento, empurrado por uma enxurrada de dólares e euros.

– Os números que colocamos são bem realistas. Pode ser que sejam superados – diz Schifino, lembrando que as despesas com passagens aéreas e ingressos para os jogos estão excluídas do cálculo.

Também atenta ao impacto da Copa nas vendas, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da Capital chegou a um número não muito distante – e restrito a Porto Alegre. Para a entidade, o resultado pode chegar até R$ 323,1 milhões. Dessa soma, R$ 101,8 milhões poderiam ser deixados no comércio e a maior parte, R$ 221,3 milhões, entraria no caixa do setor de serviços.

– Acreditamos que no comércio podem vender bem vestuário e artigos alusivos à Copa e ao Brasil. Lembranças também. Como nossa cultura é forte, produtos regionais devem sair bem – avalia Alcides Debus, vice-presidente da CDL.

Ponto facultativo pode levar clientes para lojas

Sondagem do Sindilojas com os associados aponta a expectativa de vendas 7% superiores durante o período da Copa. Para o presidente da entidade, Paulo Kruse, vai se sair melhor quem decorar seu estabelecimento com motivos relacionados à Copa e que tiver funcionários aptos a se comunicar com os visitantes.

– Estamos aconselhando que pelo menos se contrate temporariamente pessoas com noções de inglês – afirma Kruse.

O ponto facultativo para os funcionários municipais em Porto Alegre após o meio-dia em dias com partidas no Beira-Rio e jogos da Seleção não deve ser problema. Tanto Sindilojas quanto CDL apostam que o maior tempo livre também reverterá em mais gente no comércio. Um ponto de interrogação, porém, é se acontecerem protestos na cidade.

– O potencial de perda é grande se houver violência e depredação – alerta Schifino.

No fim do jogo, placar é positivo

Em meio à euforia pelo impulso que a Copa pode dar aos negócios, há setores que enxergam o Mundial como gol contra e devem amargar queda de vendas. Amparada nos resultados no mesmo período dos últimos três mundiais, a Confederação Nacional do Comércio de Bens e Serviços (CNC) conclui que o varejo nacional vai deixar de faturar até R$ 1,5 bilhão entre junho e julho. O segmento de combustíveis é o que deve sentir o maior baque, da R$ 705 milhões, seguido pelo ramo de farmácias e perfumarias, com R$ 300 milhões.

A sondagem do Sindilojas na Capital confirma que o otimismo não é generalizado. Mais da metade dos empresários ouvidos espera crescimento nas vendas, mas 33% teme queda na receita e 14% analisa que não haverá impacto. O segmento de joias e relógios, cita Paulo Kruse, presidente da entidade, é um exemplo. Tem pouca esperança de atrair o interesse de turistas e, ao mesmo tempo, teme que a mudança na rotina da cidade afaste a clientela local.

Mesmo que o varejo venda menos, o saldo nos negócios será positivo, afirma Fabio Bentes, economista da CNC. O maior beneficiado será o setor de serviços, explica:

– Somente na área de turismo, a Copa deve gerar 48 mil postos de trabalho temporários nos Estados das 12 cidades-sede – acrescenta Bentes.

Em regra, sustenta o economista, turistas costumam gastar muito mais em serviços – hospedagem, alimentação, transporte e lazer – do que em compras no comércio.

– Os serviços ganham muito, e o comércio perde um pouquinho. Como esse setor tem um peso muito maior na economia, no somatório o efeito para o setor terciário é positivo – afirma Bentes.

Ainda com oferta de quartos e tarifas em queda, a rede hoteleira da Capital espera efeito positivo.

– Vai ser o melhor mês do ano em lotação e valor médio da diária – projeta Carlos Henrique Schmidt, vice-presidente do Sindicato da Hotelaria e Gastronomia de Porto Alegre (Sindpoa).

 

Crédito: ZH

 

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