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Escolas particulares propõem notas de corte diferentes para o Fies

 Escolas particulares propõem notas de corte diferentes para o Fies
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As instituições educacionais particulares vão propor ao governo que a nota de corte do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para quem quer acessar o Financiamento Estudantil (Fies) seja diferente a cada curso.

As empresas devem encaminhar a proposta ao Ministério da Educação (MEC) nos próximos dias. O setor também prepara um financiamento alternativo ao Fies.

Desde março, o MEC passou a exigir média mínima de 450 pontos na prova e nota acima de zero na redação para acessar o Fies. O argumento do governo é aumentar a qualidade dos alunos, mas fontes do setor indicam que a medida tem motivação financeira para diminuir os gastos com o programa.

Segundo o diretor do Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp), Rodrigo Capelato, cursos diferentes precisam ter notas de corte menores para que todos tenham oportunidades. A declaração foi dada durante o 8º Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular, que ocorre no Rio.

— Um curso de tecnólogo pode ter uma nota menor que 450, ao contrário de Medicina, por exemplo. 

Além dessa alteração, o setor deve encaminhar propostas para o portal que vai centralizar as oportunidades de financiamento, ideia que o MEC já indicou que vai viabilizar. Segundo Capelato, o sistema tem que aliar indicadores de qualidade dos cursos, porcentual de graduação, pesquisas de satisfação e o valor das mensalidades. A ideia é ter no futuro indicadores de empregabilidade dos formados.

— Os alunos poderiam assim comparar os cursos pela qualidade e pelo valor da mensalidade. Se a qualidade for igual, o aluno pode escolher o mais barato. Volta a ter lógica de mercado.

Conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo em fevereiro, a média das mensalidades aumentou a partir de 2010, mesmo período em que o número de contratos Fies explodiu.

Paralelo à proposta de aperfeiçoamento do Fies, o economista Samuel Pessôa, da Fundação Getulio Vargas (FGV), prepara um novo modelo de financiamento – privado, mas com subsídio público. O projeto foi encomendado pela Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Educação (Abraes), que representa alguns dos maiores grupos educacionais.

Segundo Pessôa, a linha geral desse novo modelo é que o subsídio do governo seja no pagamento de parte da matrícula ou em parte da dívida – hoje, a taxa do financiamento é subsidiada pela União. No cálculo do economista, o governo subsidia cerca de 45% do total financiado. O Fies tem uma taxa de 3,4% ao ano, bem abaixo da inflação.

— Nossa ideia é trabalhar com a taxa de juros do mercado. 

Além disso, o novo tipo de financiamento pode ter um sistema de pagamento variável de acordo com o sucesso financeiro do beneficiado após a formatura. Pessôa já está em contato com a área econômica do governo para conversar sobre a proposta.

— Seria um pagamento aliado à renda da pessoa. Quem teve maior sucesso vai poder pagar mais”. 

O maior crédito universitário privado, o Pra Valer, teve aumento de 400% na procura em abril deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2104. Neste programa, a instituição subsidia parte do financiamento do aluno.

Carlos Furlan, diretor-executivo da Ideal Invest, que gere o Pra Valer, em apresentação no Congresso defendeu que financiamento coexista com o público

— Para ter sucesso, o financiamento privado precisa coexistir com o público

Foto:Andre Dusek – 06/04/2015 – Estadão Conteúdo

 

Crédito: http://noticias.r7.com/educacao/escolas-particulares-propoem-notas-de-corte-diferentes-para-o-fies-16052015

 

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