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Entenda diferença de desempenho entre Massa e Bottas em 2014

 Entenda diferença de desempenho entre Massa e Bottas em 2014
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Aos 33 anos, Felipe Massa tem números de sobra para comemorar na temporada 2014 da Fórmula 1: somou 30 pontos em 10 corridas, conquistou uma pole position (Áustria), uma volta mais rápida (Canadá) e ainda escapou do problemático carro que a Ferrari projetou para a temporada – o finlandês Kimi Raikkonen, que “herdou” sua vaga no time italiano, tem apenas 19 pontos na primeira metade do ano. No entanto, na Williams, o brasileiro arrumou um “problema” para lá de incômodo dentro dos boxes: Valtteri Bottas.

No mesmo período do ano, Bottas somou 91 pontos e conquistou três pódios seguidos – Áustria, Inglaterra e Alemanha. A primeira vitória da Williams com os motores Mercedes ainda não chegou, mas o finlandês já é apontado como um talento em ascensão na Fórmula 1, o que deve colocá-lo no radar de equipes maiores a curto e médio prazo.

O que explica tal diferença no desempenho? Em primeiro lugar, Massa sabia que teria papel importante na equipe Williams, que confiou em sua experiência para desenvolver o carro em uma temporada de tão drásticas mudanças no regulamento como 2014. Nove anos mais velho que o companheiro (33, contra 24), o brasileiro trouxe ao time de Frank Williams bagagem de sobra para trabalhar nos projetos da escuderia.

“Com uma mudança tão grande nas regras para 2014, eu espero que minha experiência seja útil para ajudar a equipe a dar passos à frente de um período difícil. Desde meus primeiros dias no automobilismo, eu não me lembro de ter visto tantas regras novas em uma única temporada. Estou motivado para começar a trabalhar com todos em Grove (sede da fábrica da Williams) para acharmos a direção correta”, disse Massa, ao ser anunciado pela Williams, ainda em novembro de 2013.

Na mesma ocasião, Valtteri Bottas – que havia encerrado sua primeira temporada como titular da Williams – mostrava-se ansioso com o potencial que a equipe demonstrava no papel. “Tenho conhecido todo mundo por aqui há vários anos – primeiro como piloto de testes, e agora como titular. Sinto-me em casa. Tenho fé na Williams e sei que podemos fazer melhor no futuro do que nossa performance atual mostra. Estou ansioso para ter Felipe como companheiro de equipe. Ele é um piloto rápido e experiente”, disse o finlandês.

Mas o papel importante de acertador de carros não é a única justificativa para a diferença de Felipe Massa e Valtteri Bottas nos desempenhos até aqui. Erros da Williams, erros do próprio Massa e falta de sorte também custaram pontos importantes ao brasileiro no Mundial de pilotos. Corrida a corrida, cada fator tem atrapalhado o brasileiro. Entenda:

Austrália: falta de sorte
Felipe Massa largou na nona colocação, com Valtteri Bottas em décimo. No entanto, a corrida do brasileiro acabou logo na primeira curva – o japonês Kamui Kobayashi, que largava em uma boa 15ª colocação com a Caterham, teve problema de freios e abalroou a traseira de Massa. Bottas, que escapou do acidente, chegou em quinto.

Malásia: Massa à frente de Bottas
Em um dos momentos mais emblemáticos do ano para a Williams, Massa e Bottas disputaram entre si a sétima posição em Sepang. O brasileiro, que largou em 13º, segurou o companheiro, que largou em 15º, e causou alguma estranheza dentro do time. Foi a única prova em que Massa conseguiu superar os erros de estratégia e a falta de sorte, fazendo uma prova praticamente impecável.

Bahrein: falta de sorte
Depois de largar em oitavo e subir para o quarto lugar, Massa acabou prejudicado por um safety car em Sakhir. O brasileiro havia acabado de trocar os pneus quando Esteban Gutierrez (Sauber) foi tocado por Pastor Maldonado (Lotus) e capotou. Com o carro-madrinha, os pilotos da Force India puderam poupar os pneus trocados. No fim, o mexicano Sergio Perez terminou em terceiro, com Massa em sétimo e Bottas em oitavo.

China: erro da Williams
Felipe Massa largou em sexto, enquanto Valtteri Bottas largou em sétimo. O brasileiro chegou a estar na quinta posição, mas viu um erro da Williams em seu primeiro pit stop arruinar a prova – com o carro de Massa nos boxes, dois mecânicos se posicionaram em lugares errados. Com direito a problemas na fixação de um pneu, ele ficou mais de 1 minuto parado, arruinando a corrida ali. Terminou em 15º, oito posições atrás de Bottas.

Espanha: erro de estratégia
Felipe Massa deu apenas uma volta no Q3 da véspera da corrida e acabou largando apenas na nona colocação. Durante a corrida, teve um desempenho burocrático e terminou apenas na 13ª posição. Valtteri Bottas, por sua vez, largou em quarto e terminou em quinto.

Mônaco: falta de sorte
Felipe Massa teve um treino para se esquecer no sábado, quando passou para o Q2 e nem sequer conseguiu treinar ao ser atingido pela Caterham de Marcus Ericsson no final do Q1. Com uma estratégia arrojada, largou do 16º lugar e cruzou a linha de chegada em sétimo. Valtteri Bottas, que saiu da 13ª posição, abandonou.

Canadá: falta de sorte
Felipe Massa largou em quinto e fazia uma das melhores corridas da temporada. Na entrada da última volta, na mesma posição, estava colado atrás de Sebastian Vettel (Red Bull) e Sergio Perez (Force India). No entanto, ao tentar tomar a quarta posição de Perez, acabou se chocando com o mexicano. Os dois abandonaram. Posteriormente, o piloto da Force India foi considerado culpado pelo acidente por uma suposta mudança brusca de trajetória. Valtteri Bottas, que vinha apagado, conquistou a sétima colocação.

Áustria: erro de estratégia
Felipe Massa largou na pole position e cruzou a linha de chegada na quarta colocação. Foi sua melhor colocação no ano até aqui, mas poderia ter sido melhor se a Williams não tivesse escolhido mal os momentos de suas paradas nos boxes. Valtteri Bottas, que largou em segundo, cruzou a linha de chegada na terceira posição.

Inglaterra: falta de sorte
Felipe Massa sofreu em seu 200º GP na F1. Depois de conquistar a 18ª colocação no treino de sábado e de ter problemas logo na largada de domingo, o brasileiro foi atingido pela Ferrari de Kimi Raikkonen, que havia escapado da pista e retornado de forma bastante imprudente. Valtteri Bottas, em um domingo brilhante, largou do 17º lugar e foi o segundo colocado.

Alemanha: falta de sorte
Felipe Massa largou em terceiro lugar e abandonou a prova logo na primeira curva, após capotar sua Williams em um toque com a McLaren do dinamarquês Kevin Magnussen. Ainda não há uma avaliação definitiva sobre o responsável pelo acidente – se é que há um. Nenhum dos dois pilotos foi punido pela batida. Valtteri Bottas, por sua vez, largou e chegou em segundo.

 

Crédito: Terra

 

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