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Empresários criticam reajuste de 16% para o mínimo regional

 Empresários criticam reajuste de 16% para o mínimo regional
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Entidades empresariais reagiram à proposta do governador Tarso Genro, apresentada nesta terça-feira, para conceder 16% reajuste no salário mínimo regional a partir de janeiro, como pediam as centrais sindicais do Rio Grande do Sul. De acordo com o presidente da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo, Vilson Noer, o percentual é um equívoco diante do cenário econômico local desfavorável e das estimativas para a economia brasileira em 2014.

Já o presidente da Fecomércio, Luiz Carlos Bohn, publicou artigo na imprensa pedindo a extinção do mínimo regional. Segundo ele, os ganhos dos trabalhadores foram sentidos, nos últimos anos, sem aumentos proporcionais de produtividade da mão-de-obra, fazendo com o que o Estado tenha sido um dos que menos gerou empregos formais no Brasil.

A Federasul alertou, também, que um reajuste nessa patamar vai trazer desemprego e criar problemas a uma economia já enfraquecida, sem levar em conta o efeito cascata, entre as demais categorias. A presidente em exercício da Federação, Simone Leite, lembrou também que as empresas não poderão repassar o índice de 16% para os produtos, a fim de evitar pressão sobre a inflação.

De outro lado, o secretário de relações do trabalho da CUT, Antônio Guntzel, disse esperar que os deputados tenham sensibilidade a deem continuidade à política de recuperação do piso regional, que repõe parte das perdas acumuladas nos governos anteriores. Se o projeto for aprovado, a faixa menor do piso sobe para R$ 1.006,88, contemplando 1,1 milhão de trabalhadores.

O projeto foi enviado em regime de urgência para a Assembleia Legislativa e, se aprovado, em até 30 dias, o governo gaúcho cumpre o compromisso assumido no início do mandato, de valorização do piso regional, e recupera a diferença de 28% acima do mínimo nacional.

Confira os valores de cada faixa, em caso de aprovação:

Faixa 1: sobe de R$ 868 para R$ 1.006,88
Faixa 2: sobe de R$ 887,98 para R$ 1.030,06
Faixa 3: sobe de R$ 908,12 para R$ 1.053,42
Faixa 4: sobe de R$ 943,98 para R$ 1.095,02
Faixa 5: sobe de R$ 1,1 mil para R$ 1,276

 

Crédito: Correio do Povo

 

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