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Em um ano, RS apreende 8 milhões de maços de cigarro contrabandeados

 Em um ano, RS apreende 8 milhões de maços de cigarro contrabandeados
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O contrabando de cigarros pelas fronteiras do Brasil é um problema alarmante devido à quantidade exorbitante da mercadoria que entra de forma ilegal no país. Apenas em 2013 foram apreendidos no Rio Grande do Sul mais de 8 milhões de maços que chegavam ao Brasil por meios ilegais, conforme dados da Receita Federal.

Em uma série especial, os repórteres Giovani Grizotti e Luís André percorreram mais de 7 mil km pelas fronteiras para entender por que esse crime está crescendo (veja o vídeo acima). A primeira reportagem mostrou como a prática vem atraindo criminosos. Nesta quarta (28), o Jornal do Almoço mostra o resultado de exames exclusivos que revelam a presença de substâncias cancerígenas em amostras de cigarros fabricados no Brasil e no Paraguai.

O material chega ao país pela fronteira de Salto Del Guaíra, no Paraguai, e Guaíra, no interior do Paraná. A passagem é feita desde caminhões com cargas de milho que contém cigarro no meio de seu produto, até caminhões com câmara fria que deveriam transportar carne e frango. A informação é confirmada pelo chefe da fiscalização da PRF em Guaíra, Paraná.

“Já foi apreendido cigarro em meio a grãos, em meio a carga de algodão, arroz, câmaras frias, que em tese estariam transportando carne ou frango, já foram apreendidas com cigarros”, diz o delegado.

O transporte ocorre por meio do Lago Itaipu, que faz a divisa entre as cidades brasileira e paraguaia. Em determinados pontos do lago, que possui 170 quilômetros de extensão, a distância entre as margens não passa de 500 metros, o que traz mais complicações a fiscalização. Segundo o delegado Valcley Rubens Vendramin, da Polícia Federal de Guaíra, a situação se torna mais crítica com o pouco material humano e tecnológico a disposição para exercer o trabalho.

“É grande a dificuldade de fiscalizar essa extensão geográfica, com a quantidade pequena de gente e material que a gente tem”, afirmou.

A reportagem da RBS TV flagrou e acompanhou uma perseguição durante a produção da reportagem. Uma embarcação carregada de cigarros circulava pelo lago, porém, ao ser avistada pela Polícia Federal brasileira, voltou ao território paraguaio, onde os brasileiros não podem adentrar e seguir a operação. Nas palavras do agente Leonardi Cupollilo, os contrabandistas possuem um sistema de olheiros, que facilita a evasão assim que a Polícia Federal inicia perseguições.

“Eles têm um sistema de olheiro por toda a extensão do rio. Eles nos visualizam e passam via HF ou então via celular a localização que a Polícia Federal se encontra e assim conseguem evadir”, lamenta.

Valcley explica que as pessoas que consumem o produto assim que ele chega no Brasil fazem parte do esquema e prejudicam ainda mais o trabalho policial. Tendo em vista que para chegar ao seu destino, o cigarro passa por um processo criminoso, consumi-lo estimula o contrabando.

“Essa carteira inocente que a pessoa compra tem por trás, para chegar nela, toda uma logística criminosa que, por onde passou, pode passar também o tráfico de drogas e o tráfico de armas, e também a questão de corrupção de agentes públicos”, afirma o delegado.

 

Crédito: G1RS

 

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