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Em quatro anos, multas por radar móvel crescem 700% no RS

 Em quatro anos, multas por radar móvel crescem 700% no RS
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O número de multas por excesso de velocidade registradas por radares móveis no Estado aumentou mais de 700% nos últimos quatro anos. De acordo com dados do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS), de 15,3 mil multas no primeiro semestre de 2011, o número saltou para 122,6 mil no mesmo período deste ano.

As explicações para o fenômeno têm relação com o incremento da frota, que em quatro anos passou de 5.031.931 para 5.864.261 (um aumento de 16,5%), e a utilização de uma nova tecnologia pelos patrulheiros rodoviários.

Desde março deste ano, 30 novos radares, mais potentes, são usados no Estado. Eles captam placas a até dois quilômetros de distância (caso sejam usados pelos agentes nas mãos, mas podem ser usados em tripés). Além disso, não necessitam de manutenção – todos estão permanentemente em uso, diferentemente do que acontecia com os antigos. Cada um dos novos radares está sendo usado, em média, três horas por dia.

Segundo o chefe de operações e treinamento do Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), capitão Roberto dos Santos Donato, a expectativa é de que a fiscalização constante e em pontos diferentes das estradas, possibilitada pela mobilidade desse tipo de equipamento, reduza o número de acidentes com lesão.

Esse tipo de acidente, segundo estudos do CRBM, se repete em determinados pontos de cada rodovia, enquanto os com morte são imprevisíveis e distribuídos, portanto, mais difíceis de combater. A partir de agora, os radares móveis serão usados nos pontos identificados como de “alto grau de acidentalidade”.

— Esperamos que ocorra uma mudança de comportamento do motorista, o que já notamos, por exemplo, na RSC-287, onde quatro radares estão operando. Lá, o condutor já sabe que pode ser multado e pensa “não vou arriscar” — esclarece Donato.

Nesse mesmo período (primeiro semestre de 2011 e de 2014), o número de acidentes com vítimas fatais e o de mortes são considerados estáveis. De 314 acidentes, passou para 304 e o número de mortes reduziu de 346 para 335.
Pardais fixos têm outra função

Diferentemente dos radares móveis, conforme o capitão Donato, os pardais fixos têm outra função, a de prevenir acidentes naqueles pontos específicos onde estão instalados. Por isso, a localização dos 45 novos equipamentos, que podem começar a operar nas rodovias ainda em julho, foi determinada por estudos realizados pelo Daer e o CRBM.

— Os fixos servem pra reduzir a acidentalidade naqueles pontos específicos, pois estudos demonstram que a eficácia deles é de um quilômetro antes e até dois quilômetros depois do equipamento. O motorista reduz ali, mas depois retoma a velocidade — aponta Donato.

Além dos pardais, a licitação comandada pelo Daer prevê 20 câmeras de monitoramento em 13 rodovias estaduais. Os contratos já foram assinados, e as empresas já podem começar as instalações.

Segundo o diretor de Operação Rodoviária do Daer, Aldo Grassi, a fiscalização eletrônica visa à educação no trânsito, e não à arrecadação:

— A estatística nos mostra que, a cada 100 veículos que passam pelos pardais, somente dois trafegam acima da velocidade permitida.

 

Crédito: ClicRBS

 

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