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Em crise, Barbie comemora 50 anos com vestido de US$ 15 mil

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Ameaçada pela concorrência e pela queda brutal de suas vendas, a Barbie chega aos 50 anos em meio a dificuldades. De acordo com a fabricante Mattel, as vendas das bonecas caíram 20% no quatro trimestre do ano passado, em relação a 2007. Para comemorar o aniversário, em 9 de março, a empresa disse que vai se unir a estilistas como Jeremy Scott e Vera Wang para lançar roupas para mulheres durante a semana da moda de Nova York, que serão vendidas por até US$ 15 mil.

Nascida Barbara Millicent Robert em 9 de março de 1959 em Willows, em Wisconsin, nos Estados Unidos, a boneca-manequim de 29 centímetros de altura bateu todos os recordes depois de ter causado polêmica em uma Feira de Brinquedos naquele ano em Nova York.

Com 300 mil exemplares em 1959, este brinquedo – hoje o mais vendido no mundo, segundo as pesquisas de mercado -, inspirou cerca de 70 estilistas, entre eles os mais famosos. Seu fã-clube tem 18 milhões de membros, ela se socializa no Facebook e no MySpace, além de ter revolucionado o mundo das crianças e também dos pais que tentaram em vão resistir a ela.

Muitas mulheres sonharam em ter uma Barbie até a idade adulta e muitas mães de família se orgulham de sua coleção.

“A Semana da Moda, que será inaugurada em Nova York, em 12 de fevereiro, programou um evento onde 50 estilistas comemorarão os 50 anos da Barbie como ícone da moda, e apresentarão um desfile de gerações (passado, presente e futuro)”, segundo um comunicado. O desenhista de calçados francês Christian Louboutin estará presentes para falar dos sapatos da boneca.

A criadora Vera Wang desenhou um vestido de noiva que será vendido por US$ 15 mil em sua versão para mulheres de verdade. A boneca com o mesmo vestido custa US$ 159,99 na Toys’R’Us, a loja da Times Square onde a Barbie tem um canto inteiro, transformado em palácio onde o rosa domina.

O fabricante de brinquedos Mattel, pai da Barbie, acaba de assinar um contrato com a Associação dos Estilistas americanos. Sua presidente, Diane von Furstenberg, vê na Barbie uma mulher independente e confiante, dotada de uma enorme capacidade para se divertir sem perder a elegância.

A editora Assouline está publicando uma obra chamada “Barbie”, que será vendida a US$ 500 e mostrará a boneca loira de Prada, Karl Lagerfed e Alexander McQueen.

Para suas 108 profissões, a Barbie teve todas as roupas e acessórios combináveis, 1 bilhão de roupas segundo seu site oficial, principalmente um uniforme aprovado pelo Pentagone para seu alistamento no exército americano em 1989.

Depois de seus “looks” à la Grace Kelly dos anos 1960, ela vestiu de Woodstock nos anos 1970, se tornou mulher de negócios nos anos 1980 e chegou à Casa Branca em 1992. Em seguida, chocando o público, ela rompeu o relacionamento com seu noivo Ken em 2004.

Mas além de sua vida de casal, a própria Barbie está em perigo. Suas vendas caíram em 2008, pelo sétimo ano consecutivo depois do surgimento de sua concorrente Bratz, uma boneca que mostra o umbigo, o que a Barbie só passou a ter em 2000.

A Mattel considera ter os direitos deste produto, criado por um antigo funcionário e lançado em 2001 pela MGA Entertainement. Os processos hora dão vitória a um hora dão vitória a outro.

E, para piorar ainda mais a situação, a Barbie e seu fabricante terão de enfrentar o lançamento iminente de “Toy Monster: The Big, Bad World of Mattel” (“O monstro dos brinquedos: o grande e malvado mundo da Mattel”, numa traduçãol livre). O autor deste livro, Jerry Openheimer, revela, entre outras coisas, a vida sexual de Jack Ryan, o engenheiro que criou a Barbie e o Ken.

 

Crédito: Terra

 

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