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Em clima de Libertadores, Rio vence Osasco e é bicampeão sul-americano

 Em clima de Libertadores, Rio vence Osasco e é bicampeão sul-americano
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Em uma partida nervosa dentro e fora da quadra, o Rio de Janeiro derrotou o Osasco por 3 sets a 1(15/25, 25/20, 25/21 e 25/14) e garantiu, pela segunda vez, o título do Campeonato Sul-Americano de clubes, garantindo uma vaga no Mundial de Clubes, que acontece em maio, na Suíça. Dentro das quatro linhas, muitas reclamações dos dois lados com relação à arbitragem. Fora, as torcidas fizeram um duelo saudável. 

O início de jogo foi totalmente dominado pelo Osasco, que venceu o primeiro set por 25 a 15. Depois, o técnico Bernardinho conseguiu uma tática que anulou o ataque das adversárias. As cariocas começaram a sacar em cima da cubana Carcaces, que não estava em uma tarde inspirada na recepção. Desta forma, as donas da casa perdiam a potência do ataque de sua principal pontuadora, e ainda viam Dani Lins com dificuldades no levantamento.

A partida foi um troco de 2009, quando o Osasco derrotou o Rio na decisão do torneio continental, também por 3 a 1. Desde 1997, as duas equipes se enfrentaram 71 vezes, com 39 triunfos cariocas e 32 das paulistas. É também a segunda derrota seguida em uma decisão de Sul-Americano. Ano passado, também em Osasco, a equipe perdeu para o Sesi-SP por 3 a 0. 

As campeãs tiveram três jogadoras na seleção do campeonato. Carol foi a melhor Gabi, do Rio de Janeiro, foi eleita a melhor ponteira da competição, Carol foi a principal oposta, e a veterana Fabi levou o troféu de melhor líbero. Pelo lado do Osasco, o destaque ficou para a cubana Carcaces, eleita a MVP da competição.

A ponteira Gabi jogou muito bem, principalmente no terceiro e quarto set, saiu de quadra satisfeita com a vitória:

– Esse jogo foi uma loucura, passamos muitas dificuldades no primeiro set, erramos muito. Mas aí, mostramos a força do nosso grupo para virar. O importante  foi ter apagado o primeiro set – disse a jogadora.

Pelo lado do Osasco, o técnico Luizomar de Moura saiu decepcionado com o resultado e respondeu apenas uma pergunta da imprensa e tentou explicar a derrota:

– Taticamente, não nos adaptamos a mudança do segundo set, com a entrada da Andréia, jogadora de mais velocidade pela saída. Elas vieram com ataque um pouco mais trabalhado, aí nosso sistema defensivo falhou. Eles tiraram a força e foram no jeito – justificou. 

O início de jogo já indicava o clima internacional da partida. O Hino Nacional Brasileiro tocou com as equipes perfiladas e, após o tempo determinado pela organização acabar, a torcida seguiu “a capela” até o fim da primeira parte, emocionando as jogadoras. Fora da quadra, as duas torcidas faziam uma festa muito bonita. Em maior número, os paulistas festejavam a cada ponto. No entanto, mesmo como visitante, o Rio de Janeiro levou cerca de cem fanáticos que faziam muito barulho.

Pelo menos duas vezes em cada set, houve discussões de jogadoras com os árbitros. Na terceira parcial, quando o placar apontava 7 a 5, o árbitro principal deu um toque na rede da levantadora Fofão, o que irritou as cariocas. Durante quase um minuto, Gabi e Adenizia (Osasco) e Juciely e Fofão (Rio) conversaram entre si e com os juízes.

Com os ânimos mais calmos do lado do Rio de Janeiro, o Osasco não conseguiu se tranquilizar no quarto set e errou bastante no início, deixando as adversárias abrirem 10 a 2. Quando o time acordou, já não tinha mais jeito, vitória do Rio de Janeiro. 

Depois da decisão, as atenções das duas equipes voltam para a Superliga. Nesta terça-feira, o Osasco recebe o Brasília, enquanto o Rio de Janeiro joga na quarta contra o Araraquara. 

O início de jogo foi bastante equilibrado, sem que nenhuma equipe conseguisse abrir mais de dois pontos no placar. No primeiro tempo técnico, o Osasco liderava por 8 a 7. A partir dali, o jogo mudou. Mari, que atuou como oposta, uma posição que não é sua especialidade, se destacou muito no ataque, enquanto a levantadora Dani Lins usava e abusava da inteligência. Em um dos lances, a jogadora ameaçou subir para o bloqueio, mas não levantou os braços, fazendo com que Juciely isolasse a bola na tentativa de explorar a mão da rival. No fim do set, já vencendo por sete pontos, Thaisa deu um show com três bloqueios e fechou a parcial em 25 a 15. 

O segundo set teve um início parecido com o primeiro. Muito equilíbrio e nenhuma equipe conseguindo acertar o contra-ataque. Mas, após o primeiro tempo técnico, foi a vez do Rio de Janeiro abrir vantagem. Sacando em cima da cubana Carcaces, que não estava acertando passes perfeitos, as comandadas de Bernardinho abriram no placar, 14 a 10. Depois, as cariocas só mantiveram a diferença e fecharam 25 a 21, empatando o jogo.

O equilíbrio do terceiro set durou mais do que nas parciais anteriores. O jogo ficou igual até o 19 a 18 para as cariocas. A partir dali, o técnico Luizomar de Moura tentou uma modificação tática, trazendo a Mari novamente para ponta, e colocando Ivna de oposta, deixando a cubana Carcaces no banco. A troca não teve sucesso, e o Rio de Janeiro fechou o set em 25 a 22. 

O início do quarto set pareceu com os jogos que as duas equipes fizeram contra times fraquíssimos na primeira fase deste sul-americano. As jogadoras do Osasco estavam nervosas e não conseguiam virar nenhuma bola. Em pouco tempo, o placar já apontava 10 a 2 para as cariocas. No fim, 25 a 14 para o Rio de Janeiro e o título sul-americano.

 

Crédito: http://globoesporte.globo.com/volei/noticia/2015/02/em-clima-de-libertadores-rio-bate-osasco-e-e-bicampeao-sul-americano.html

 

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