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Diferenciado e 100% artesanal, Queijo Serrano é apresentado no Pavilhão da Agricultura Familiar

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O projeto de Qualificação e Certificação do Queijo Artesanal Serrano foi apresentado na manhã de ontem (28/8), no Pavilhão da Agricultura Familiar, durante a Expointer, que acontece até o próximo domingo (2/9), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

O objetivo é valorizar a produção artesanal do queijo, preservando a cultura do pecuarista familiar serrano. Participaram da apresentação os presidentes da Emater/RS, Lino De David, e da Epagri/SC, Luiz Hessmann, a delegada federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Dalva Schreiner, o superintendente regional do Ministério da Agricultura, Francisco Signor, entre outras autoridades, como os prefeitos José Paulo de Almeida, de Bom Jesus; e Erivelto Velho, de São José dos Ausentes, ambos da região dos Campos de Cima da Serra, onde é produzido o Queijo Serrano.

Considerado mais antigo do Rio Grande Sul, o Queijo Serrano é 100% artesanal. A característica que o difere é ser feito a partir do leite de vacas de corte, alimentadas com pastos nativos. Sua produção no RS envolve 1.800 famílias de pecuaristas familiares de 11 municípios da região dos Campos de Cima da Serra e, em Santa Catarina, são 18 os municípios produtores do Queijo Serrano localizados no planalto catarinense. Todos mantêm a tradição na fabricação do produto, responsável por 50% da renda dessas propriedades.

VALORIZAÇÃO CULTURAL
O Queijo Serrano tem iniciado o registro de Indicação Geográfica junto ao INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), que visa à denominação de origem, como a conquistada pelo arroz do Litoral Norte gaúcho. “Precisamos valorizar a diversidade no Estado, entendida como um bem cultural”, defendeu Jaime Riess, agrônomo e um dos responsáveis pelo projeto do Queijo Serrano pela Emater/RS-Ascar.

No Estado, o Queijo Serrano é produzido nos municípios de Bom Jesus, Cambará do Sul, Caxias do Sul, Jaquirana, Muitos Capões, Campestre da Serra, Monte Alegre dos Campos, Vacaria, Ipê, São Francisco de Paula e São José dos Ausentes. A Emater/RS-Ascar trabalha para o reconhecimento do Queijo Serrano como um produto artesanal, oriundo da pecuária familiar da Serra.

“Muito provavelmente o Queijo Serrano é o mais antigo do RS”, observou Ries, ao citar que os primeiros registros do Queijo Serrano datam de 1831, quatro anos antes de acontecer a Revolução Farroupilha, “quando os pequenos pecuaristas pediram melhorias das estradas para escoar produtos como queijo e manteiga”.

Após destacar como fundamental o empenho dos técnicos da Emater/RS-Ascar João da Luz e Jaime Ries na elaboração desse projeto, o diretor do Departamento de Agroindústria Familiar da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Ricardo Fritsch, que representou o secretário Ivar Pavan, afirmou ser o queijo serrano um produto único, que tem que ser preservado. “Meu sonho é de que cada município dos Campos de Cima da Serra tenha, no mínimo, duas queijarias de queijo serrano, com inspeção estadual”, disse Fritsch, ao citar os R$ 7 milhões, destinados pelo Plano Safra, para fomentar as agroindústrias gaúchas.

PRESERVAÇÃO DOS CAMPOS NATIVOS
A história dos pecuaristas familiares, embutida nos produtos e na conservação dos campos nativos, foi destacada pela delegada federal do MDA e pelo superintendente regional do Mapa, Dalva Schreiner e Francisco Signor. A parceria da Assistência Técnica e Social e de Extensão Rural também foi citada pelo presidente da Epagri, Luiz Hessmann, que visita a Expointer acompanhado de técnicos.

“O reconhecimento cultural, a designação de origem e a superação do preconceito de que consumir queijo cru pode ser prejudicial para a saúde são aspectos que favorecem a construção de uma lei que dê condições e respaldo aos produtores de Queijo Serrano de produzirem e comercializarem esse produto diferenciado e característico da região da Serra”, analisa o presidente da Emater/RS, Lino De David. Para ele, após seis anos de parceria é possível demonstrar, na Expointer, o registro desse processo e o acúmulo de experiências. “Temos apoio técnico, de recursos e de políticas públicas que respeitam a cultura e a realidade da região”, salienta De David, ao parabenizar a persistência dos produtores de queijo serrano.

Para 2013, a Emater/RS-Ascar é parceira e uma das organizadoras do 2º Simpósio Brasileiro dos Queijos Artesanais, que será realizado no Estado. Nesta quarta-feira (29/8), às 14h30, no Pavilhão da Agricultura Familiar, será homologada a comissão que organizará o evento.

 

Crédito: Assessoria de Imprensa Bom Jesus

 

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