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Concessionárias do RS estimam economia de até 0,5% de energia

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As concessionárias de energia elétrica do Rio Grande do Sul – CEEE, AES Sul e RGE Energia – divulgaram nessa semana as estimativas de economia de energia por região de cobertura em função do horário de verão, que começa 0h deste domingo, quando os relógios deverão ser adiantados em uma hora. A medida vale para moradores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Tocantins até o dia 17 de fevereiro de 2013.

No Estado, a redução chegará a 0,5%, de acordo com a AES Sul, o equivalente ao consumo residencial de uma cidade de 35 a 40 mil habitantes, como Itaqui ou Rosário do Sul na Fronteira Oeste; Caçapava do Sul na Região Central; Estrela no Vale do Rio Taquari; ou Estância Velha na Região Metropolitana. A empresa atende 118 municípios gaúchos.

Na área de atuação da CEEE-D, responsável pelo atendimento de mais de 1,52 milhão de consumidores residentes em 72 municípios das regiões Sul, Litoral Norte e Sul, Centro Sul, Campanha e Metropolitana de Porto Alegre, a economia será de cerca de 18.500 MWh, ou o equivalente ao consumo de energia, de quatro meses, de um município do tamanho de Pinheiro Machado, por exemplo, com aproximadamente 13 mil habitantes.

Segundo a CEEE, o principal objetivo da mudança de horário é a redução da demanda máxima na ponta do sistema, entre 18h e 21h. Com o horário de verão, esse intervalo de pico de consumo é deslocado para o período das 19h às 22h. O Rio Grande do Sul, no entanto, tem uma peculiaridade em relação ao resto do país: a demanda máxima de energia tem sido registrada no horário da tarde (entre 14h e 15h), quando há um conjunto de cargas de refrigeração utilizadas por todos os segmentos de consumo, intensificadas nos dias mais quentes. Neste ano, a Companhia registrou, em 16 de fevereiro, a demanda recorde de 5.961 MW (megawatts) às 14h43min, quando a temperatura era de 35ºC. Para o verão 2012/2013, a companhia espera que a demanda máxima atinja aproximadamente 6.300 megawatts (MW).

A RGE estima uma redução da ordem de 0,3% no consumo de energia elétrica nas 262 cidades de abrangência da concessionária. Essa economia de consumo alcançará 13.636 MWh, volume suficiente para atender uma cidade do porte de Caxias do Sul por 2 dias, ou de Passo Fundo por 9 dias; ou ainda Nova Prata por 90 dias.

Economia com geração de energia

De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), com uma hora a mais de luz natural, a demanda no horário de pico cai 2.266 MW – cerca de 4,5% do total. Com isso, está prevista uma economia de R$ 280 milhões com a geração térmica evitada para atendimento.

Segundo o diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, o consumidor sai ganhando com a diminuição dos custos de operação, o que reflete no valor pago na conta de energia. Este ano, em função do fenômeno meteorológico El Niño, espera-se um volume de chuvas baixo no Nordeste, o que pressiona a geração energética no Sudeste, principal responsável por suprir a região. Temos precisado, a cada ano, de mais energia para atender ao consumo de ponta e este ano será bem mais significativo”, disse Chipp.

Já o Ministério de Minas e Energia estima uma que a alteração de horário deva evitar gastos estimados em R$ 3 bilhões na construção de novas usinas térmicas a gás, que seriam necessárias para garantir a segurança do suprimento de energia. “Se não houvesse redução da demanda, o país teria que instalar usinas para atender às necessidades. Então, não instalando usinas, os investimentos deixam de ser feitos”, disse o secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ildo Grüdtner. Ele acrescentou ainda que há maior flexibilidade operativa para liberar instalações para manutenção e redução da geração de energia térmica para atender ao consumo.

Tocantins começa, Bahia declina

Neste ano, o estado do Tocantins adotará o horário de verão pela primeira vez. Contudo, a Bahia, que aderiu ao sistema no ano passado, ficará de fora, por conta da rejeição da medida pela sociedade. Desde 2008, o Decreto 6.558 fixou o período de vigência e a área de abrangência do horário de verão para todos os anos.

A medida começa sempre no terceiro domingo de outubro e termina no terceiro domingo de fevereiro do ano subsequente (exceto quando houver coincidência com o Carnaval). A mudança se dá sempre nesta época do ano, porque os dias são mais longos por causa da posição da Terra em relação ao Sol e a luminosidade natural pode ser mais bem aproveitada.

Na última edição, a economia no Brasil chegou a R$ 160 milhões, segundo o ONS. A redução de energia foi de 0,5% em todos os subsistemas envolvidos, o que equivale a 8% do consumo mensal da cidade do Rio de Janeiro ou 10% do consumo mensal de Curitiba (PR) e 0,5% do consumo mensal de Feira de Santana (BA). No RS, a economia totalizou 4,9% no período de demanda máxima, correspondente a 245 MW.

Algumas dicas:

– Ar condicionado: depois de ligá-lo mantenha portas e janelas fechadas para acumular o ar frio, evitando manter o aparelho ligado toda noite, por exemplo.
– Ferro elétrico: evite o liga-desliga. Acumule as roupas para passar e ligue o ferro uma vez só.
– Geladeira: revise as borrachas de vedação – basta passar uma folha de papel entre a borracha e a estrutura da geladeira. Se a folha deslizar é porque existe folga e a borracha precisa ser trocada.
– Chuveiro: evite banhos demorados e mantenha na posição verão.

 

Crédito: Correio do Povo

 

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