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Com rostos novos, Brasil estreia com vitória sobre a Polônia na Liga Mundial

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grupo pode ser novo, mas o passado permanece na memória brasileira. Na estreia na Liga Mundial, a seleção reeditou a última final do Campeonato Mundial contra a Polônia e entrou em quadra vestindo uma camisa que trazia a inscrição “Bicampeão olímpico e mundial”. O aviso estava dado. Vitória por 3 sets a 1, parciais de 23/25, 25/18, 25/10 e 25/19, para a alegria da torcida que enfrentou o frio da manhã deste sábado e lotou o ginásio Ibirapuera, em São Paulo.

O Brasil volta à quadra neste domingo, no mesmo ginásio e contra o mesmo adversário.

Mas no apito do árbitro, os visitantes tentaram estragar a festa brasileira. A falta de entrosamento entre os jogadores do novo ciclo pós-Pequim ficou evidente no início da partida. Falhas no ataque deram oito pontos de erros para o time polonês, que chegou a abrir quatro de vantagem no primeiro set. Enquanto Murilo parava no bloqueio gigante dos adversários, o técnico argentino Daniel Castellani vibrava a cada acerto de sua equipe.

Mas a alegria do hermano durou apenas até o novo capitão do Brasil ir para o saque. Forçando o serviço, Murilo favoreceu o contra-ataque brasileiro e diminuiu a diferença no placar para somente um ponto. Logo depois, Lucão sacou e Rivaldo aproveitou as bolas na rede para empatar o jogo, sob aplausos do técnico Bernardinho.

Bola de segurança de Bruninho no set, o ataque do oposto ficou marcado pelo bloqueio polonês, então o levantador se voltou para rostos mais conhecidos. Éder e Lucão, companheiros de Florianópolis, foram as opções para as jogadas de meio. Ainda assim, do outro lado, Kurek voava no ataque e no saque, mantendo sua equipe com dois pontos à frente.

No fim, Bernardinho fez duas substituições: Marlon no lugar de Bruninho e Leo Mineiro entrando no saque para a saída de Eder. Com a rede mais alta, chegou a vez de Leandro Vissoto entrar pela saída e conseguir dois bloqueios, que deram esperança de uma vitória inicial à torcida brasileira. Porém, o oposto falhou na última bola e a Polônia fechou em 25 a 23.

– O jogo começou tenso. Cometemos muitos erros e enfrentamos o bloqueio deles de uma forma exagerada, que não é o nosso jeito de jogar. É normal os jogadores novos entrarem nervosos, já que carregam o peso de um legado. Foi bom ter vencido, valeu para aliviar a tensão da estreia – disse Bernardinho.

A arrancada na reta final do primeiro set deu moral para o Brasil voltar melhor para a segunda etapa. Aproveitando a altura, média de 1.98m, a seleção explorou o bloqueio triplo para parar o ataque polonês. Forçando mais o saque, os donos da casa abriram uma vantagem de três pontos logo no início para dar mais tranqüilidade aos torcedores no Ibirapuera.

Ainda com falhas no passe, o time foi se entrosando no ataque e manteve a vantagem na parcial. A vitória brasileira, então, foi facilitada pela saída de Kurek, melhor jogador da Polônia, que torceu o tornozelo esquerdo ao pisar no pé de seu companheiro central quando subiu ao bloqueio. Com o pé enfaixado, o polonês deixou a quadra carregado pelo fisioterapeuta da equipe. Em seguida, com o jogo encaixado, os brasileiros fecharam o set em 25 a 18.

O ritmo não parou na terceira etapa. Pelo contrário, cresceu ainda mais. O Brasil fez 9 a 1, após abrir o set com 6 a 0, aproveitando um apagão dos adversários. João Paulo e Rivaldo foram os responsáveis por virar as bolas no ataque, deixando a seleção com uma diferença de até sete pontos na parcial. No fim, saque do Murilo e bloqueio do Lucão para fechar em 25 a 20.

Já o quarto set foi do capitão Murilo, que chamou a responsabilidade e acertou pontos importantes. A Polônia acordou no jogo e deu mais trabalho para a defesa brasileira, que brilhou com a atuação do líbero Serginho, salvando uma bola quando o time europeu ameaçava uma reação na parcial que tinha seis pontos de diferença para os donos da casa. Com o jogo já encaixado, Bruninho buscou Rivaldo e os dois acertaram o tempo para manter a vantagem. No fim, vitória por 25 a 19.

 

Crédito: Globo

 

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