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Com pouca chance de Libertadores, Grêmio tem futuro incerto em 2015

 Com pouca chance de Libertadores, Grêmio tem futuro incerto em 2015
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O gol do peruano Paolo Guerrrero poderá se refletir de forma negativa nos próximos doze meses do Grêmio. O chute rasteiro, que passou entre Marcelo Grohe e Rhodolfo, pode ter retirado do clube a chance de engordar suas receitas com uma cota de pelo menos R$ 15 milhões, o valor acumulado por quem conquista o título da Libertadores.

Sem a competição, para a qual o Grêmio não se classifica mais apenas por suas próprias forças, também haverá um natural freio nos investimentos no futebol. Com boa parte do primeiro semestre dedicada apenas ao deficitário Gauchão, será incrementada a política de apostar na base. Reforços, só com o apoio de investidores, estes cada vez mais arredios diante da nova legislação da Fifa que os proíbe de ter participação nos direitos de jogadores.

A rigor, um enxugamento de gastos ocorrerá mesmo em caso de classificação ao torneio continental. Um dos primeiros atos do presidente eleito Romildo Bolzan Júnior será convocar os ordenadores de despesas do clube para iniciar o processo de racionalização.

A diferença é que, com a Libertadores, a racionalização ocorreria de forma paralela com o projeto de duplicação do quadro social, uma das promessas de campanha.

— Tudo o que for dito agora é precipitado. O importante é que ainda temos chances de classificação — diz Bolzan.

Renovações em xeque
A ausência na Libertadores influenciará na permanência de quem tem vínculo encerrando em dezembro. Os casos mais complicados são de Dudu e Alán Ruiz. Um tem seus direitos fixados em 6 milhões de euros junto ao Dínamo de Kiev-UCR. O outro, vinculado ao San Lorenzo-ARG, custa U$$ 4 milhões de dólares – mas os argentinos aceitariam negociá-lo por U$$ 2,5 milhões. A direção busca investidores para mantê-los. Mais simples é a situação de Zé Roberto, dono de seus direitos econômicos, que deve renovar por ao menos mais seis meses.

Contratações pontuais
A direção não esconde que o dinheiro para contratações será curto em 2015. Seja com ou sem Libertadores. Se o clube disputar somente Gauchão e Copa do Brasil no primeiro semestre, a aposta será ainda maior no aproveitamento de jogadores das categorias de base. O atacante camaronês Joel, do Londrina, emprestado ao Coritiba, é observado e pode chegar.

Grupo mais enxuto
Desde seu retorno ao Grêmio, Felipão sempre manifestou sua ideia de trabalhar com um grupo mais enxuto, com no máximo 25 jogadores. Hoje, o plantel conta com 28 atletas. Contudo, há nomes de expressão como Kleber e Marcelo Moreno que retornam de empréstimo em janeiro e devem ser repassados ou revendidos a outros clubes.

Arrecadação menor
Além de perder a oportunidade de faturar até R$ 15 milhões de cota de televisão na Libertadores (valor pago ao campeão), o Grêmio também sofrerá com a diminuição da venda de camisetas, do movimento nas lojas GrêmioMania e do consumo de produtos licenciados do clube. Sem uma competição de peso no primeiro semestre, estas receitas só cresceriam no segundo semestre.

Arena esvaziada
Sem a Libertadores, o público na Arena certamente reduzirá. No Gauchão, este ano, o clube teve média de 16 mil torcedores em 10 jogos. Na Libertadores, em quatro jogos como mandante, a presença da torcida foi bem maior: média foi de 38 mil. O recorde em partidas oficiais na Arena foi obtido justamente na Libertadores deste ano: 47244 pessoas no jogo contra o San Lorenzo.

Menos associações
Um dos projetos do Grêmio a partir da compra da gestão da Arena é dobrar a arrecadação com o quadro social, dos atuais R$ 5,5 milhões para R$ 10 milhões mensais. A presença do clube na Libertadores não só geraria maior envolvimento na torcida, como também seria um canhão para a criação de campanhas para novos associados.

 

Crédito: ClicRBS

 

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