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Com Flamengo, Olympikus mira o topo e quer mais no futebol

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Há cerca de quatro anos a Olympikus decidiu chegar ao topo. Mesmo já reconhecida pelo público por causa do patrocínio à seleção brasileira de volêi, a marca queria mais. Apostou forte nos Jogos Pan-Americanos, quando foi a responsável pelo fornecimento do uniforme de 25 países, e passou a investir muito em tecnologia e design no desenvolvimento de produtos para a linha running. Mas faltava o futebol. E veio o contrato com o Flamengo, na casa de R$ 21 milhões por ano para as próximas três temporadas, com direito a diversas ações de marketing diferenciadas, como a criação do museu do clube.

Para falar um pouco mais sobre o assunto, o blog Jogo de Negócios conversou com Marcio Callage, gerente de marketing da Olympikus. E revela: nos próximos dois anos, a Olympikus quer, pelo menos, ouros dois grandes clubes do futebol brasileiro.

Em abril, o Ibope divulgou uma pesquisa sobre como os jovens enxergam o esporte e a Olympikus era a única marca entre cinco mais lembradas que não atuava no futebol. No Brasil, é possível chegar ao topo sem o futebol? Ou o contrato com o Flamengo mostra essa necessidade?
A Olympikus ficou atrás apenas da Nike e da Adidas nesse estudo no índice de confiança, um resultado que muito nos orgulhou. Desde 2005, quando decidimos patrocinar os Jogos Pan-Americanos, duas palavras viraram mantras dentro da empresa: tecnologia e design. Nós íamos ter visibilidade com o patrocínio, mas o público tinha que perceber a evolução dos nossos produtos também. E oferecemos produtos de última tecnologia para 25 dos 42 participantes dos Jogos, montamos uma mini fábrica dentro da Vila Pan-Americana para atender os atletas e fazer qualquer ajuste necessário. Nós tínhamos o patrocínio aos atletas, uma mídia muito forte na Globo durante 2007 e 2008, e assim o público foi percebendo essa mudança.

E dá para fazer tudo isso sem o futebol?
Claro que dá. A Olympikus é hoje a maior marca esportiva brasileira. Mas depois que percebemos que o nosso trabalho estava consolidado, com esse trabalho junto ao COB e também com o vôlei – hoje a marca é sinônimo de vôlei no País -, aí sim nos sentimos preparados para entrar no futebol. E resolvemos entrar pela porta da frente, já com a maior torcida do País. Não queremos parar por aí. Para chegarmos ao topo temos que conquistar novos mercados, por isso vamos fazer esse trabalho com running (onde foram investidos R$ 10 milhões somente em tecnologia na criação do último lançamento) e também com o futebol. E assim vamos ser percebidos por outros públicos.

Por conta disso a Olympikus produzirá também chuteiras, uniformes, etc?
Estamos trabalhando nisso e nesse mês já vamos lançar as chuteiras. Mas a prioridade agora é atender o Flamengo. Nós vendemos mais de 200 mil camisas do time em pré-lançamento porque nos dedicamos a isso. A primeira coisa que temos que fazer é deixar o time, a diretoria e a torcida felizes. Os 35 milhões de torcedores são a nossa prioridade, para eles que temos que mostrar um bom trabalho. Por exemplo, fomos a primeira marca esportiva a ir para a televisão fazer um comercial de um clube específico durante uma final da Copa do Brasil.

O comportamento da diretoria do Flamengo foi muito criticado pela Nike e Petrobras, antigas parceiras do clube, nos últimos meses. Isso pesou em algum momento?
A nossa relação com a diretoria é muito boa, não temos do que reclamar. Até agora eles até nos incentivam com idéias e sugestões. Queremos fazer muita coisa na internet. O compromisso do museu, por exemplo, foi provocado pela diretoria. O dia que entendermos que torcida e diretoria flamenguistas estiverem satisfeitos, que nosso trabalho está consolidado, ai sim vamos procurar mais dois ou três grandes clubes do futebol brasileiro. Acredito que isso ocorrerá nos próximos dois anos.

 

Crédito: Terra

 

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