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Colapso de geleiras na Antártida pode ter impacto desastroso para a humanidade

 Colapso de geleiras na Antártida pode ter impacto desastroso para a humanidade
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Nas últimas duas semanas, a comunidade científica trouxe à tona uma questão que há anos vêm preocupando profissionais da área ambiental: o derretimento das geleiras e o futuro da maior camada de gelo do planeta, a vastidão congelada do continente antártico. Segundo uma pesquisa realizada recentemente, o nível do chamado “mar antártico” nunca aumentou tanto em tão pouco tempo.

No dia 12 de maio, dois estudos foram divulgados demonstrando o quão estável a camada de gelo da Antártida está. Um dos estudos constatou que os efeitos deste recém-descoberto “colapso” são inevitáveis e irão refletir no meio ambiente nos próximos 200 a 1.000 anos. A pesquisa foi feita pela Universidade de Washington, e segundo os cientistas, o estágio inicial do desastre já teria começado.

As geleiras da Antártida Ocidental já são responsáveis pela maior parte da elevação do nível dos mares. Se as geleiras chegarem a desmoronar por completo, o nível do mar pode aumentar pelo menos quatro metros, podendo inundar cidades costeiras em todo o mundo

Outro estudo divulgado no mesmo dia constatou que o período entre 1992 e 2011 foi indicado como o de mais instabilidade nas geleiras. Durante os 19 anos, o gelo tornou-se menos denso, ou seja, o gelo afunda com mais facilidade no oceano, esfriando bruscamente a temperatura da água.

No dia 19 de maio, outro estudo foi realizado, desta vez utilizando imagens de satélite que conseguiram captar 96% do território antártico. A análise dos pesquisadores constatou que a taxa de perda de gelo na Antártida dobrou quando comparada com o período de 2005 a 2010.

A partir destes três estudos recentes é que hoje conhecemos três pontos principais do problema.
1. A situação de degelo que ocorre na Antártida Ocidental é proveniente do aquecimento global;
2. O colapso completo de toda região da Antártida não é certo, mas é provável;
3. Os gases do efeito estufa são um dos principais fatores do derretimento das geleiras

A elevação do nível do mar não é apenas uma preocupação para o futuro, já que inundações em regiões costeiras já estão acontecendo ao redor do mundo. O nível do mar na região de Nova Iorque aumentou cerca de 90 centímetros entre 1900 e 2012.
Quando o furacão Sandy atingiu a cidade há dois anos atrás, cerca de 80 mil pessoas foram afetadas pelas inundações na região. Este número teria sido muito mais baixo se não tivesse ocorrido este aumento do nível do mar.

A elevação do nível do mar já está colocando em risco estados como Flórida, Virgínia e Nova Iorque, todos localizados na costa leste dos Estados Unidos. Segundo uma pesquisa feita pela Climate Central, uma ONG (Organização Não-Governamental)
composta por cientistas e jornalistas que analisam e publicam, respectivamente, informações sobre o clima, plantações que se situam ao sul da Flórida estão ameaçadas. O estado, que se sustenta através da agricultura e do turismo, possui suas terras apenas dois metros acima da linha da maré alta.

A Climate Central divulgou um relatório que preocupou os moradores sulistas.
— Dentro de 30 anos, ou até menos, o mar pode superar os níveis que conhecemos como “maré alta”. Esta elevação pode prejudicar os agricultores, assim como suas plantações. É claro que isto é somente uma suposição. Apesar de todas as pesquisas apontarem para que isto venha a acontecer, devemos ser otimistas.

 

Crédito: R7

 

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