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Cientistas: oceanos também compõem “barriguinha” do Equador

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Sabe-se que a Terra apresenta um calombo na linha do Equador, mas isso vale também para os oceanos? Sim, existe igualmente um calombo oceânico, de acordo com Arnold Gordon, diretor associado da divisão de física oceânica e do clima no Observatório Terrestre Lamont-Doherty, da Universidade Colúmbia.

“À medida que a Terra gira, uma força centrífuga se precipita para fora, na direção oposta à do eixo de rotação”, diz Gordon. “Essa força é mais forte para uma partícula localizada na linha do Equador, que tem de seguir um percurso mais longo em torno da Terra cada dia, a despeito de sua maior distância do eixo do planeta”.

Ao mesmo tempo, ele diz, a gravidade tal qual induzida pela massa da Terra também age sobre cada partícula. As duas forças se combinam para produzir a chamada “gravidade observada”, que não aponta para o centro da Terra, mas em direção ligeiramente divergente.

A Terra se deforma, e deixa de ser esfera para se tornar um esferóide oblato, diz Gordon, “ou seja, uma esfera com um ligeiro calombo na região equatorial, já que a força centrífuga age para ‘arremessar’ partículas para longe do eixo da Terra e a gravidade age para retê-las”. “Por sorte, a gravidade vence”, ele diz.

A superfície do oceano se conforma à da Terra “sólida”, seguindo essa forma de um esferóide oblato, afirma Gordon. Caso a Terra parasse de girar, haveria diversas consequências catastróficas, segundo o cientista, entre as quais a de que “a bolha oceânica na linha do Equador varreria as terras como um maremoto”.

 

Crédito: Terra

 

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