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Cidade costeira vai criar 1º abrigo contra tsunamis dos EUA

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Quando um grande terremoto desencadear um tsunami gigante no noroeste do Pacífico dos Estados Unidos, segundo a previsão de especialistas, uma cidade costeira estará preparada. Moradores da pequena cidade de Cannon Beach, no Oregon, estão se preparando para construir o primeiro abrigo resistente a tsunamis do país.

O projeto atualizado da prefeitura da cidade, que dobraria o custo da construção de US$ 2 milhões para US$ 4 milhões, reflete um novo foco na preparação contra desastres no noroeste do Pacífico, especialistas disseram esta semana em um encontro da Sociedade Geológica da América em Portland, Oregon.

O noroeste do Pacífico é uma das zonas de terremoto e tsunami mais perigosas do mundo, capaz de produzir terremotos de magnitude 9 seguidos de ondas mortais de 15,2 m de altura em questão de minutos. O próximo grande terremoto poderia acontecer amanhã ou daqui a centenas de anos – ninguém sabe ao certo.

A culpada é a zona de subducção de Cascadia, que geólogos dizem ser parecida com a zona da falha geológica que produziu o terremoto e tsunami mortais no oceano Índico no final de 2004.

Refúgio contra tsunamis
Uma maneira de aumentar as chances de sobrevivência é construir abrigos resistentes a tsunamis nas zonas consideradas de maior perigo, disse Yumei Wang, engenheira geotécnica do Departamento de Geologia e Indústrias Minerais de Oregon, em Portland.

Tais construções são feitas sobre colunas robustas parecidas com pilares, com diques de concreto ou terra para dissipar as ondas. As estruturas também precisam ter rampas que permitam a entrada rápida no abrigo.

Edifícios são geralmente projetados para que as pessoas possam fugir, ela disse – “mas nesse caso, queremos que as pessoas entrem no edifício”. Existem abrigos de tsunami no Japão, mas Cannon Beach (com uma população de 1,7 mil habitantes) é a primeira cidade americana a tomar medidas para realizar esse tipo de construção.

A estrutura, que será concluída nos próximos três anos, terá um telhado plano sobre o qual de mil a duas mil pessoas poderiam se refugiar, Wang disse.

Despreparados
Patrick Corcoran, especialista em socorro para situações de desastre do programa Oregon Sea Grant, da Universidade Estadual do Oregon, aprova a ideia – em parte. “Acho que ela impulsiona a tecnologia em uma boa direção”, ele disse, mas acrescenta que treinamento de emergência também é crucial.

Os preparativos contra desastres no noroeste do Pacífico têm ficado para trás em relação ao conhecimento geológico em rápido crescimento da região, Corcoran disse. “(Precisamos) Ir além do fascínio pelos fenômenos físicos e aplicar a ciência em nosso comportamento diário”, ele disse.

Nathan Wood, geógrafo do Centro de Pesquisa Geográfica do Oeste da agência geológica do governo americano, concordou. Simplesmente mapear as potenciais zonas de perigo e dizer para as pessoas correrem em direção a terras altas não é o suficiente, Wood disse. “Se isso fosse futebol americano”, ele disse, “estaríamos gastando muito dinheiro no lançador, sem ter ideia se o receptor da bola é uma criança de cinco anos, um aposentado, ou alguém que acabou de se mudar de Iowa.”

 

Crédito: Terra

 

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