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Chuva forte causa alagamentos em municípios gaúchos

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A chuva constante que cai na Fronteira Oeste do Estado causou alagamentos e obrigou moradores a deixarem suas casas. Já em Bagé, na Campanha, entre essa segunda e esta terça-feira o acúmulo de precipitação chegou a 120 mm, conforme o Departamento de Água e Esgotos de Bagé (Daeb). O arroio Bagé transbordou e invadiu casas nos bairros Vila Dame e Santa Carmem, além de deixar diversas ruas alagadas. A Defesa Civil municipal presta auxílio às famílias e avalia a necessidade de retirar moradores das residências.

A principal barragem de Bagé, Sanga Rasa – que estava 2,7 m abaixo do normal – chegou a transbordar na manhã desta terça. As chuvas de setembro já haviam recuperado a barragem do Piraí e a barragem Emergencial, a de menor contribuição para o sistema de abastecimento, estava cheia desde o final de agosto.

Dezenas de famílias tiveram que deixar suas casas na madrugada desta terça-feira devido às enchentes do rio Quaraí, no município de mesmo nome, na Fronteira Oeste. Os bairros mais afetados pelas cheias, de acordo com o Corpo de Bombeiros, são Júlio de Castilhos, João Batista de Castilhos, Rua das Tropas e Chico Corrêa.

Defesa Civil, Secretaria Municipal de Ação Social de Quaraí e soldados do Exército auxiliam no resgate das famílias atingidas pelas inundações, que foram encaminhadas ao ginásio municipal. De acordo com coordenador da Defesa Civil do munícipio, Derlei Bonetti, a prefeitura irá pedir um aumento no efetivo de militares do Exército.

No lado uruguaio, na cidade de Artigas, há mais de 500 pessoas desalojadas e desabrigadas, segundo informações do prefeito de Quaraí, João Carlos Vieira. A última medição indica que o rio Quaraí está 11 metros acima do nível normal, podendo, nas próximas horas, chegar a 13 metros.

O prefeito já fez contato com a Defesa Civil em Uruguaiana pedindo apoio para manutenção dos desabrigados que estão sob os cuidados da prefeitura. Caminhões, tratores com reboques e máquinas foram colocados à disposição da Defesa Civil para a remoção de pessoas e material da zona ribeirinha, a mais atingida da cidade.

Nos últimos oito anos apenas duas vezes as chuvas provocaram enchentes como a que ocorre na cidade. Os acessos ao município estão preservados, mas a continuidade das chuvas pode provocar interrupção em alguns pontos, como no trevo de acesso pela BR 392.

Em Nova Hartz, no Vale do Sinos, a enchurrada da noite de domingo alagou 300 casas. Os bairros mais atingidos foram Imigrante, Progresso e Liberdade. A prefeitura presta auxílio aos cerca de 1,5 mil moradores afetados e deve decretar situação de emergência. Há cinco anos não era registrado episódio semelhante na cidade, conforme o secretário de Desenvolvimento Social, Mauro Pereira.

Conforme a MetSul Meteorologia, a instabilidade é causada por uma frente fria que ingressou no Estado. Os ventos chegaram a 93 km/h na fronteira e as precipitações passam de 70 mm em Santana do Livramento. Já chove ainda em Rio Grande, no Sul, e Santa Maria, no Centro. Durante esta terça-feira a nebulosidade predomina e a chuva deve ocorrer na maior parte das regiões.

Na Capital e região Metropolitana a precipitação mais intensa ocorrerá à noite. Entre o Centro e o Norte do Estado há chance de temporal. A instabilidade segue até esta quarta-feira, quando ainda pode ocorrer chuva com volumes expressivos e novos temporais. Na quinta-feira o tempo melhora e fica seco e frio na fronteira com a Argentina e o Uruguai. Na sexta não deve ocorrer chuva.

 

Crédito: Correio do Povo

 

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