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China dá trabalho, mas seleção brasileira vence partida emocionante em Macau

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Parecia que seria fácil. Só parecia. Após abrir 2 sets a 0 em Macau, a seleção brasileira feminina suou para vencer a China por 3 a 2 (parciais de 25/21, 25/20, 18/25, 22/25, 15/12), com direito a tie-break emocionante, e segue invicta no Grand Prix com seis vitórias.

As equipes mostraram por que são as duas últimas campeãs olímpicas e fizeram uma grande partida. O Brasil marcou 2 a 0 com facilidade, mas as donas da casa, empurradas pelo ginásio lotado, empataram e forçaram o tie-break. No set final, as chinesas ficaram na frente até o empate de 11/11, quando Mari acertou dois pontos de saque e colocou o time de José Roberto Guimarães na frente. Sheilla, maior pontuadora da partida com 24, fechou.

Antes das chinesas, o Brasil passou por Estados Unidos, Porto Rico, Alemanha, Tailândia e Polônia. Agora, a seleção segue para Mokpo, na Coréia do Sul, para encarar Japão, Alemanha e as coreanas, de 14 a 16 deste mês, pelo Grupo H. Medalha de ouro no ano passado em Pequim, a equipe brasileira só foi derrotada uma vez em 2009, pela República Dominicana, na Copa Pan-Americana (torneio vencido pelo Brasil).

O domingo também marcou o aniversário de 17 anos do primeiro ouro olímpico conquistado por José Roberto, que em 1992 levou a seleção masculina ao alto do pódio nos Jogos de Barcelona.

As chinesas começaram partindo para cima do Brasil e conseguiram abrir 4/0 no placar. As brasileiras marcaram o primeiro ponto em um erro de saque das rivais e chegaram ao segundo com um bloqueio de Nathália: 4/2 para as donas da casa.

Empolgada pelo ginásio lotado em Macau, a China chegou no tempo técnico vencendo por 8/3. Após a conversa com Zé Roberto, o time brasileiro voltou melhor para a quadra. Mais calmas e acertando a mão nos saques, as brasileiras conseguiram a virada.

A reação começou com um ace de Thaisa, que deixou o placar em 11 a 9 para a China. Em seguida, Dani Lins acertou uma bola de segunda e a diferença caiu para apenas um ponto. O empate veio com uma cortada de Li Juan para fora, 12 a 12. Dani Lins foi para o saque, a líbero Zhang Xian se enrolou e o Brasil passou a frente com 13/12.

A pressão do ginásio já não assustava mais as atuais campeãs olímpicas. No segundo tempo técnico, placar de 16/13 para o Brasil. Mas a China ainda conseguiu empatar para 16/16, após recepção errada de Nathália em saque de Ma Yunwen.

O Brasil se recuperou com Sheilla, pela saída de rede, e depois Fabiana fez 18/16 com ace de Fabiana. Logo depois, Dani Lins acertou uma de segunda e o placar ficou 20/18. O 24º ponto brasileiro também foi de saque, com Dani Lins. A seleção brasileira fechou o set em 25/21, em 23 minutos: 1 a 0.

Como no primeiro set, o tempo técnico veio com o placar de 8/3. Mas, desta vez, a vantagem era da seleção brasileira, que voltou do intervalo mais calma e controlando a partida. O segundo tempo veio com 16/11 para o Brasil. Mas, a partir da parada, as chinesas melhoraram.

O esboço de reação das donas da casa começou com um bloqueio em bola de segunda de Dani Lins, com 16/14. Zé Roberto sentiu que o Brasil poderia perder o controle do jogo e pediu tempo para arrumar sua equipe. Sassá entrou em quadra, mas errou logo o saque e o placar chegou a 21/19 para o Brasil. A reação chinesa ficou só no esboço. Mari, com uma pancada da linha de três metros, fez o 23º. A responsável por garantir o segundo set foi a levantadora Dani Lins. Primeiro, ganhou uma dividida na rede. Depois, marcou de segunda: 25/20, também em 23 minutos, 2 a 0 para o Brasil na partida.

No terceiro set, o time de Zé Roberto começou bem e parecia que fecharia o jogo. As meninas fizeram 8/5, quando a China pediu tempo. Deu certo. As donas da casa voltaram melhores, empataram e viraram para 9/8, o que acordou novamente a torcida no ginásio.

A seleção brasileira não conseguiu mais ficar na frente do placar. O 13º ponto chinês foi polêmico. Após grande defesa brasileira, a árbitra alegou que a bola passou pelo lado da antena, gerando muita reclamação da capitã Dani Lins. Fabi ainda fez duas belas defesas no lance que deixou o placar em 14/13 para a China, mas o Brasil não se encontrou no set e foi derrotado por 25/18, em 24 minutos. Foi o segundo set perdido pela equipe na competição.
O equilíbrio marcou o início do quarto set, com placar empatado até o 4/4. O bloqueio brasileiro voltou a trabalhar e a seleção chegou a 6/4. Mas o Brasil errou um saque e um ataque com Sheilla, e o jogo voltou a ficar empatado, 6/6. Depois, 8/8. O 9/ 9 mereceu um rali prolongado para as brasileiras marcarem com uma de segunda de Dani Lins.

Mas o Brasil perdeu a calma e deixou a China fazer 11/ 9, com um erro de ataque de Mari. Rapidamente, Mari e Nathália acertaram e empataram novamente: 11/11. Equilíbrio total: 12/12, 13/13, 14/14, 15/15. As chinesas conseguiram chegar a 18/15, levando Zé Roberto a pedir tempo.

As donas da casa mantiveram o bom ritmo e o placar ficou 21/18. Fabiana, que fez o 18º do Brasil, mandou o saque para fora e fez a China chegar ao 22º. A China cresceu com o apoio da torcida, que voltou a incentivar o time, e conseguiu fazer 24/21. Mari fez o 22º do Brasil, mas Wang Yemei fechou o set em 25/22, levando a partida para o tie-break.

No set decisivo, Fabiana fez 1/0 para o Brasil. Mas a China virou para 2/1 rapidamente. Pela saída de rede, Sheilla acertou o ataque e empatou. Depois, foi a vez das brasileiras passarem a frente, com Thaisa, 4/3. No erro do ataque brasuca, China 5/4. Na sequência, Nathália parou no bloqueio chinês: 6/4. Ruoqi, maior pontuadora chinesa no jogo, fez 7/4. Em outro bloqueio, 8/4 para as donas da casa.

Quando o rival ajudou, o Brasil não aproveitou: erro de saque da China, erro de saque de Sassá, 9/5. Thaisa diminuiu para 9/6. A eficiente Mari, pela entrada, tirou do bloqueio e colocou 9/7 no placar. Graças a uma condução de Ma Yunwen, o Brasil deixou a vantagem em apenas um ponto: 9/8 para as chinesas.

Um toque na rede de Fabiana deu o 11º à China. Mas o Brasil chegou ao empate com cortada de Mari e bloqueio: 11/11. Mari foi decisiva ao acertar dois pontos de saque seguidos: 13/11. Com Sheilla, o Brasil fez 14/12 e ficou com o jogo nas mãos. Ana Tieme sacou, deu contra-ataque e Sheilla, com bola na diagonal, fechou a partida em 15/12. Deu para suar. E muito.

 

Crédito: Globo

 

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