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Cai a proporção de católicos no RS e no país

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O processo de redução do rebanho católico continuou durante os anos 2000 no Rio Grande do Sul e no Brasil, conforme dados do Censo 2010 divulgados nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No Rio Grande do Sul, os católicos são agora 68,8% da população — contra 76,4% em 2000 e 81,3% em 1991. No Brasil, o índice caiu de de 73,6% para 64,6% em uma década.

Como já vinha ocorrendo nas décadas anteriores, os evangélicos pentecostais continuaram a crescer, abocanhando parcelas da população católica. No Rio Grande do Sul, eles já são 8,4%, ultrapassando pela primeira vez os chamados evangélicos de missão — fiéis de igrejas protestantes tradicionais, como luteranos, anglicanos, adventistas e batistas.

No Brasil, o peso dos pentecostais é ainda maior. Eles representam 13% da população, contra 10,4% em 2000.

O Censo revelou também crescimentos expressivos nos contingentes de espíritas e de pessoas sem religião — o que inclui os ateus. Os sem fé já 8% dos brasileiros.

Curiosamente, o Rio Grande do Sul, um dos Estados com menor percentual de população negra, tem uma proporção de seguidores de religiões de origem afro muitas vezes superior à média nacional. Os umbandistas e seguidores do candomblé somam 1,47% dos gaúchos. No Brasil, são 0,3%.

Algumas revelações nacionais do Censo:

Evangélicos

— Foi o segmento religioso que mais cresceu, passando de 15% em 2000 para 22%, um aumento de cerca de 16 milhões de pessoas (de 26 milhões para 42 milhões).

— A Assembleia de Deus é a religião evangélica que mais cresceu entre 2000 e 2010, passando de 8,4 milhões para 12,3 milhões. Já a Igreja Universal do Reino de Deus perdeu quase 300 mil adeptos, passando de 2,102 milhões para 1,873 milhões.

Católicos

Passaram de 73,6% em 2000 para 64,6% em 2010, uma redução de 12,2%. Em 20 anos, a queda foi de 22,4%. A redução no percentual de católicos ocorreu em todas as regiões, mas foi mais acentuada no Norte (de 71,3% para 60,6%). A proporção de católicos foi maior entre as pessoas com mais de 40 anos, chegando a 75,2% no grupo com 80 anos ou mais.

Espíritas

Subiram de 1,3% da população (2,3 milhões) em 2000 para 2,0% em 2010 (3,8 milhões). O Estado com maior proporção de espíritas foi o Rio de Janeiro (4%), seguido de São Paulo (3,3%) e Minas Gerais (2,1%). Os espíritas têm a maior proporção de pessoas com nível superior completo (31,5%) e a menores percentagens de indivíduos sem instrução (1,8%) e com ensino fundamental incompleto (15%).

 

Crédito: Zero Hora

 

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