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Brasil supera a forte pressão e garante a vaga na fase final da Liga Mundial

 Brasil supera a forte pressão e garante a vaga na fase final da Liga Mundial
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A pressão parecia maior do que a habitual. O jogo que estava por vir não valia medalha, mas sim a sobrevivência do Brasil na Liga Mundial. Para tomar o caminho de Florença, sede da fase final, só seria permitido perder um set para a Itália. O que aconteceu logo na segunda parcial. A fragilidade que os italianos esperavam encontrar dali em diante se transformou em força. A seleção se impôs, conteve o ímpeto de Ivan Zaytsev e deixou claro que quer o seu décimo título no torneio. Neste domingo, em Milão, venceu os donos da casa novamente por 3 sets a 1 (27/25, 18/25, 25/17 e 25/16) e garantiu sua vaga, a última do grupo, na próxima fase, que será disputada de 16 a 20 de julho.

Vaga sofrida que, por vezes, pareceu muito distante do alcance das mãos. Com uma campanha pontuada pela falta de consistência e perda de confiança, o Brasil amargou derrotas seguidas. Aos olhos dos rivais, não parecia tão ameaçador como em outros tempos. Mas Bernardinho acreditava no trabalho, confiava numa reação do grupo. Queria ver seus pupilos saírem do momento difícil e mostrarem força. E a chance seria essa, exatamente na última rodada. Com unhas e dentes, a equipe comprou o desafio e pôs fim ao sufoco.

O ponteiro Lucarelli foi o maior pontuador do confronto, com 17 acertos. Wallace (15), Lucão (12) e Murilo (10) também se destacaram. Do outro lado, Zaytsev foi responsável por 14.

Com o triunfo, o Brasil somou os mesmos 17 pontos da Polônia, mas se classificou por levar vantagem no saldo de sets. Também avançaram na chave Irã e Itália. Os dois representantes do Grupo B serão definidos ainda neste domingo. Estados Unidos, Sérvia e Rússia estão na briga. A última vaga será do vencedor de um quadrangular entre times dos grupos C, D e E, marcado para o período de 11 a 13 de julho, em Sydney, na Austrália.

O jogo
Zaytsev deu de cara com uma parede logo em seu primeiro ataque. Lucão disse presente. A arquibancada prendia a respiração ao ver seu principal jogador levar a mão ao tornozelo. Apesar do susto, Zaytsev voltava à quadra. Seus companheiros forçavam o saque para tentar roubar dos visitantes o comando do placar. A tática dava certo, mas rapidamente os dois pontos de diferença viravam pó. Bem na cobertura e no passe, o Brasil deixava o jogo equilibrado novamente. A passagem de Sidão pelo saque fazia estragos e dava à equipe a vantagem de 17/15. Parodi contava com a sorte para garantir o empate, com o saque batendo na fita e caindo sem defesa na quadra brasileira (22/22). Se a primeira oportunidade de fechar o set havia sido desperdiçada, Murilo tratava de aproveitar a segunda: 27/25. Os italianos não gostaram, reclamavam com a arbitragem sem ter a resposta desejada.

Na retomada da partida, os donos da casa faziam 5/1. Sacavam melhor e quebravam o passe da seleção. A diferença iam caindo. O empate chegaria após um ataque para fora de Piano (12/12). O Brasil queria aproveitar o bom momento. Bruninho confiava em todas as bolas e, com o pé, mantinha uma jogada viva. Mas o ponto acabava indo para a conta da Azzurra. As falhas brasileiras faziam os comandados de Mauro Berruto respirar. Mais preciso, o time desgarrava e deixava tudo igual: 25/18.

O recado estava dado. Dali em diante a seleção não poderia perder mais nenhum set. O bloqueio subia, parava Zaytsev e a equipe vibrava com a frente de 6/1. A Itália já errava mais. Travica chamava Zaytsev, tentava acordar o time e a arquibancada. Só que era Bruninho, fazendo papel de atacante, quem conseguia contagiar os companheiros (12/8). Com as rédeas do jogo, o Brasil não teve dificuldade para fazer 25/17.

A Azzurra estava disposta a colocar um freio no time de Bernardinho. Não tinha sucesso. Os adversários seguiam concentrados, imunes à pressão da torcida e das investidas da Itália (19/13). A essa altura não havia mais o que ser feito. Só assimilar a derrota e cumprimentar os jogadores brasileiros na rede: 25/16.

AS EQUIPES
Brasil – Bruninho, Wallace, Sidão, Lucão, Murilo, Lucarelli e Mário Jr (líbero). Entraram: Lipe, Vissotto e Rapha. Técnico: Bernardinho.

Itália – Travica, Zaytsev, Birarelli, Piano, Kovar, Parodi e Rossini (líbero). Entrou: Vettori. Técnico: Mauro Berruto.
A CAMPANHA DA SELEÇÃO
Brasil 1 x 3 Itália
Brasil 1 x 3 Itália
Brasil 3 x 0 Polônia
Brasil 0 x 3 Polônia
Brasil 3 x 2 Irã
Brasil 0 x 3 Irã
Irã 3 x 2 Brasil
Irã 2 x 3 Brasil
Polônia 3 x 1 Brasil
Polônia 0 x 3 Brasil
Itália 1 x 3 Brasil Itália 1 x 3 Brasil

 

Crédito: Globo

 

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