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Brasil passeia contra os venezuelanos e ajusta as engrenagens para a Argentina

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No primeiro quarto, a zebra venezuelana até tentou se engraçar em San Juan, como tinha feito na véspera, contra a Argentina. Mas a ameaça durou pouco. Após abrir 20 pontos de vantagem antes do intervalo, o Brasil aproveitou a partida desta quinta-feira para ajustar as engrenagens já pensando nos hermanos, adversários de sexta. Ao longo dos 40 minutos, o técnico Moncho Monsalve conseguiu rodar o elenco e testar formações diferentes. No fim, colheu na segunda rodada da Copa América uma vitória tranquila por 87 a 67 e alguns coelhos a mais na cartola.

Leandrinho foi o cestinha, com 15 pontos – um a mais do que Anderson Varejão. Os maiores pontuadores da Venezuela foram Perez e Lugo: 12 cada.

O duelo com a Argentina está marcado para as 14h30m desta sexta, data especial para eles, exatamente cinco anos após a conquista do ouro olímpico em Atenas-2004. O SporTV transmite ao vivo, e o GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os detalhes em tempo real.

– Agora não tem mais amistoso. É tudo para valer. É preciso ter confiança para chegar lá, assumir, e dizer ‘a bola é minha’. Isso vem de dentro. Agora não podemos vacilar. É uma competição rápida, se perdermos, podemos nos complicar – disse Varejão.

A preparação para o clássico de sexta-feira começou com o ritmo que os reservas ganharam no jogo desta quinta.

– Foi bem legal poder ajudar fazendo uns pontinhos e catando uns rebotes. Em todos os jogos sinto um friozinho na barriga, mas tento fazer o que o Moncho pede: mostrar personalidade. Contra a Argentina, vai ser mais uma batalha – afirmou o reserva Olivinha, autor de sete pontos e um rebote nos seis minutos em que permaneceu na quadra.

Após a boa atuação na estreia, Alex garantiu a vaga de titular e começou o jogo desta quinta ao lado de Huertas, Leandrinho, Varejão e Splitter. O ímpeto de Alex no início da segunda partida foi exatamente o mesmo da primeira. Retomando o basquete coletivo da fase de preparação, o Brasil trocava passes com calma no ataque e envolvia todos os jogadores nas ações. Apenas Leandrinho destoava, um tanto perdido, e Moncho logo percebeu. O técnico espanhol tirou o camisa 10 e o levou para uma conversa rápida no canto da quadra.

Quem entrou foi Marcelinho, e logo depois o treinador foi obrigado a mexer de novo. Alex cometeu sua segunda falta e deu lugar a Diego, que sequer tinha entrado em quadra contra a República Dominicana. Leandrinho voltou no lugar de Huertas e passou a dividir a armação com Machado.

A pequena torcida no Coliseu Roberto Clemente apoiava a Venezuela, que viveu ali seu melhor momento no jogo. Forçado a mudar sua formação, o Brasil começou a repetir os erros da estreia. E a vantagem, que era confortável, evaporou. Ao fim do primeiro período, tudo igual: 18 a 18.

Mesmo assim, Moncho optou por não usar Huertas no segundo quarto, deixando o time se ajustar sozinho dentro da quadra. O ritmo ficou arrastado, com a arbitragem marcando muitas faltas e segurando o jogo. Na primeira metade do período, apenas seis pontos do Brasil e dois da Venezuela. Aos poucos, Marcelinho foi ganhando confiança na armação e na finalização, até protagonizar uma bela jogada a 3m30s do intervalo: o ala do Flamengo acertou um chute de três e ainda sofreu a falta. Na sequência, Leandrinho partiu livre para o contra-ataque e ampliou a vantagem para 13 pontos.

O treinador Nestor Salazar pediu tempo, mas não adiantou. O domínio verde-amarelo aumentou e se traduziu no placar da parcial: 26 a 6, elevando o total para 44 a 24.

Na volta para o segundo tempo, o Brasil manteve o bom ritmo, mas Tiago Splitter cometeu sua quarta falta e deixou a quadra para a entrada de Alex. A equipe passou a jogar numa formação mais baixa, com Guilherme e Anderson formando o garrafão. A Venezuela ainda conseguiu equilibrar as ações em alguns momentos, mas não teve fôlego para cortar a diferença no placar. Na virada para o quarto período, a vantagem ainda era de 20: 63 a 43.

Depois de Diego e JP Batista, foi a vez de Jonathan Tavernari pintar na quadra para ganhar ritmo. Olivinha e Duda também entraram, fechando a rotação completa dos 12 atletas do elenco. Àquela altura, o Brasil apenas controlava o jogo para não deixar a vantagem diminuir muito. A torcida venezuelana não desistia e continuava gritando, enquanto os jogadores tentavam – e até conseguiam – mostrar serviço na quadra. A diferença caiu um pouco, mas não o suficiente para acordar a zebra.

 

Crédito: Globo

 

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