• TEL: (54) 3231.7800 | 3231.7828 (PEDIDOS DE MÚSICAS)

Brasil não resiste à Polônia, sofre sua 1ª derrota e se complica no Mundial

 Brasil não resiste à Polônia, sofre sua 1ª derrota e se complica no Mundial
Digiqole ad

Nos últimos dias, as dificuldades se apresentaram todas de uma só vez. Três titulares machucados, um sorteio que colocou o Brasil no Grupo da Morte na terceira fase, um regulamento que foi mudado. A vantagem de ser o dono da melhor campanha do Mundial da Polônia se perdia. Para complicar ainda mais, teria que jogar dois dias seguidos. O primeiro deles contra os donos da casa, diante de uma torcida apaixonada e barulhenta, composta por 12.100 pessoas. Nesta terça-feira, na Atlas Arena, em Lodz, sem contar com Murilo – ainda se recuperando de um estiramento na coxa direita -, e com Wallace e Sidão fora de suas condições ideais, a seleção sofreu a sua primeira derrota na competição após nove jogos: 3 sets a 2 (parciais de 25/22, 22/25, 14/25, 25/18 e 17/15). O ponto decisivo saiu depois de um pedido de desafio do técnico Stephane Antiga, que fez a arbitragem voltar atrás após constatar que a bola desviara no bloqueio de Sidão.

Para avançar à semifinal sem depender de outros resultados, o Brasil precisa vencer nesta quarta-feira a Rússia por 3 sets a 0 ou 3 sets a 1. Caso isso aconteça, a seleção brasileira vai fechar a terceira fase com 4 pontos. Mesmo que depois os russos derrotem a Polônia, na quarta-feira, eles chegariam no máximo aos 3 pontos. A partida contra os campeões olímpicos, válida pelo Grupo H, será às 15h25 (de Brasília) com transmissão do SporTV e cobertura em Tempo Real do GloboEsporte.com. Os assinantes podem acompanhar os lances no SporTV Play.

– Nós deixamos eles virarem o jogo. Agora, temos que botar a cabeça no lugar. Tem mais um jogo contra a Rússia e temos tudo para vencer e avançar – afirmou o oposto Wallace.

O JOGO
A seleção começou com uma formação diferente. Não tinha nem Murilo nem Wallace, mas Lipe e Vissotto. Tinha Lucão e Lucarelli como bolas de segurança de Bruninho. A seleção não dava ouvidos para a pressão que vinha da arquibancada. Abria 15/10 e levava Stephane Antiga a parar o jogo pela segunda vez. Os anfitriões erravam demais. Só que as falhas mudavam de lado e permitiam que a Polônia marcasse quatro pontos em sequência e encostasse (15/14). Foi a senha para Bernardinho colocar Rapha e Wallace nos lugares de Bruninho e Vissotto. Mais um ponto. Tudo igual.

Sob os olhares atentos dos pais,que chegaram Lucarelli fazia o Brasil voltar ao comando (16/15). Bernardinho desfazia a inversão. Mas a equipe tinha dificuldade em colocar a bola no chão. Os adversários defendiam melhor, tinham um paredão bem montado, sacavam melhor e se distanciavam (23/19). Uma pancada de Lucarelli e um ace de Lucão cortavam a vantagem. Mas eram os rivais que tinham o set point. Lipe salvava o primeiro. Um saque para fora de Vissotto dava a primeira parcial para os donos da casa: 25/22.

Os tricampeões mundiais tentavam retomar a agressividade do início do set anterior. Tinham dificuldade no passe, mas iam se superando. Já vibravam mais e Lucarelli virava mais uma (16/11). Os rivais reagiam. O filme da primeira parcial se repetia e eles encostavam: 20/19. Wallace fazia o time respirar. Wlazly, o maior pontuador polonês, respondia e ainda contava com a sorte, vendo seu saque bater na rede e cair no fundo da quadra brasileira (21/21). O seguinte não teve o mesmo destino. A brecha foi dada e o Brasil teve frieza para sair do momento complicado e fazer 1 a 1: 25/22.

Três pontos seguidos de Lipe já deixavam Winiarski e seus companheiros em estado de alerta. Reclamavam com a arbitragem, tentavam levar o ponto no grito. Não funcionava. O Brasil estava concentrado. Vissotto fazia uma boa passagem pelo saque e arrancava cumprimentos de Bernardinho. (13/6). Bruninho distribuía bem as jogadas, ajudava no bloqueio e silenciava a torcida com uma bola de segunda (15/8). Os anfitriões sentiam o golpe. Já não tinham forças para buscar o placar, que apontava uma distância grande demais (20/11). Sidão faria o sofrimento aumentar com um ace: 25/14.

Era tudo ou nada para a Polônia. As ações se equilibravam e os times se revezavam na liderança. Quando os rivais conseguiram abrir dois pontos, Bernardinho pedia tempo (15/13). A pressão vinda da arquibancada aumentava. O bloqueio parava Lipe. A situação se complicava (20/16). Kubiak se estranhava com Sidão na rede. O Brasil perdia saques e tinha de correr atrás do prejuízo (22/18). Mas o bloqueio não freava os poloneses, que levavam a partida para o tie-break: 25/18.

No set desempate, o Brasil se perdia (7/2). As jogadas não fluíam e os donos da casa caminhavam a passos largos para pôr fim à invencibilidade dos tricampeões no Mundial. A boa passagem de Lucão pela rede ligava a luz de alerta do outro lado da rede. Stephane Antiga pedia tempo (7/5). O jogo ficava quente. Kubiak voltava a se descontrolar e recebia um cartão vermelho. Ponto do Brasil (8/8). A virada veio com um bloqueio de Lucarelli (12/11). Os anfitriões roubavam a condição (13/12). A seleção empatava. Um saque forçado de Lucarelli passava da quadra e dava o match point para a Polônia. Lucão impedia. Agora era o Brasil que tinha a chance de fechar o jogo. Nada feito. Um ataque de Klos dava a vitória para os poloneses ao raspar no bloqueio: 17/15.

 

Crédito: Globo

 

Digiqole ad

Relacionados

Open chat