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Brasil ganha fácil e vai às semis, mas não convence contra as frágeis dominicanas

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Para quem olhava o placar no ginásio Aecim Tocantins, em Cuiabá, parecia uma atuação de gala da seleção feminina: 121 a 62 sobre a República Dominicana. Os olhos que se voltaram para a quadra, no entanto, viram que a equipe brasileira não conseguiu jogar um basquete convincente, mesmo diante de um adversário jovem e frágil a ponto de mandar à quadra uma menina de 15 anos. Ao menos, o resultado garante a classificação antecipada às semifinais da Copa América.

Ainda pela primeira fase, o Brasil volta à quadra na sexta-feira, às 20h30m (de Brasília), para decidir o primeiro lugar do grupo A contra o Canadá. As canadenses bateram Porto Rico na quinta-feira por 70 a 57. Pelo grupo B, a Argentina penou para derrotar o Chile por 62 a 57. As três seleções que subirem ao pódio garantem as vagas no Mundial da República Tcheca, em 2010.

As dominicanas chegaram a usar a menina Frabel Feliz, de apenas 15 anos, e mostraram que não têm condições de competir sequer em nível razoável nas Américas. O Brasil se aproveitou disso e abriu ampla diferença no placar, mas não convenceu. A exceção foi a ótima atuação de Franciele, que saiu do banco para anotar 23 pontos, 10 rebotes, dois tocos e duas assistências. Helen contribuiu com 20 pontos e cinco passes. Feliz acabou não pontuando, e a cestinha dominicana foi Monsac, com 17.

– Entramos em quadra muito relaxadas. Não pode acontecer. Não vou fazer minha defesa também, estive supermal. Mas, contra um time mais fraco, atacando bem, funciona. Temos de estar atentas ao Canadá, para não ter surpresa. Acho que o grupo está consciente disso – explicou a ala-armadora Helen, em entrevista ao SporTV após a partida.

Após a vitória sobre Porto Rico na estreia, Paulo Bassul mexeu de novo no time titular. Desta vez, lançou a ala Fernanda Beling no lugar de Micaela, que sofreu uma lesão na coxa na quarta-feira e não jogou na quinta. Fernanda iniciou a partida ao lado de Adrianinha, Helen, Mamá e Kelly. E foi Adrianinha que deu o cartão de visita, com uma bola de três no primeiro lance. Mas as dominicanas responderam com a pontaria calibrada, aproveitando a defesa esburacada da equipe verde-amarela. A vantagem do Brasil subiu para 10, caiu para dois e só no último minuto pulou para os 36 a 22 que fecharam a parcial.

No segundo quarto, a vantagem aumentou, mas o jogo brasileiro não convencia. De bom, apenas Franciele, que já brilhou na primeira metade com 14 pontos, quatro rebotes, dois tocos e aproveitamento de 7/8 nos arremessos. Na saída para o vestiário, a vantagem era de 66 a 41. A defesa, no entanto, continuava devendo: na estreia, por exemplo, as dominicanas tinham feito apenas 37 pontos no jogo inteiro contra o Canadá.

Na volta do intervalo, nada mudou: a seleção continuava sem brilhar, mas ainda assim ampliava a vantagem. Liderado por Helen e sem resistência das rivais, o ataque até funcionava bem. A marcação, no entanto se mantinha preguiçosa e dava muita liberdade às adversárias. Na virada para o último quarto, o placar era de 96 a 57.

Nos últimos 10 minutos, a defesa finalmente acordou e mostrou algum serviço. O Brasil apertou o jogo, ampliou ainda mais a diferença e finalmente conseguiu jogar algo parecido com o bom basquete que a torcida espera.

 

Crédito: Globo

 

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