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Brasil começa a Copa dos Campeões com vitória suada sobre Cuba

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A seleção brasileira masculina de vôlei iniciou bem a caminhada em busca do terceiro título da Copa dos Campeões. Contra a renovada seleção de Cuba, os brasileiros impuseram sua maior experiência e categoria para vencer por 3 sets a 2 (25/22, 24/26, 25/18, 23/25 e 15/10), nesta quarta-feira, em Osaka. Nesta quinta, às 2h30m (de Brasília), o Brasil enfrenta o Irã, que no jogo de abertura venceu o Egito pelo mesmo placar: 3 a 2 (21/25, 25/20, 25/21, 17/25 e 15/10).

Nas arquibancadas não muito cheias do ginásio de Osaka, vários brasileiros marcavam presença, entre eles o técnico de futebol Levir Culpi, ex-Botafogo e Cruzeiro, e o meia Martinez, ex-Palmeiras e Cruzeiro, que estão no Cerezo Osaka. Também foram torcer por Théo e João Paulo, que jogam no Japão, familiares dos jogadores reservas do vôlei brasileiro.

O jogo começou muito equilibrado e, depois de Cuba conseguir abrir dois pontos de vantagem (5 a 3), o Brasil reagiu e virou para 6 a 5 com ace de Rodrigão. Após rali, Leandro Vissotto pôs a bola no chão e o Brasil foi para a primeira parada técnica do jogo com 8 a 6 a seu favor.

Na volta à quadra, a seleção conseguiu abrir três pontos de vantagem a partir de 10 a 7. Mas os cubanos, forçando muito o saque, reagiram e igualaram o marcador e viraram para 18 a 17. A seleção brasileira manteve a concentração e voltou a passar à frente: 19 a 18. O Brasil só conseguiu abrir dois pontos de vantagem com 22 a 20. Uma defesa sensacional após bloqueio cubano no meio de rede fez o Brasil abrir 24 a 21 e Bernardinho vibrar do lado de fora:

– Isso!

Logo depois, a seleção brasileira fechou o primeiro set em 25 a 22.

O segundo set começou igual ao primeiro, com as duas equipes se alternando nos pontos, até que, num erro de Vissotto, Cuba conseguiu abrir dois pontos e fazer 5 a 3 no placar. Mas os brasileiros se recuperaram e conseguiram o primeiro ponto de bloqueio com Vissotto e Lucão para empatar em 5 a 5. A jovem equipe cubana, porém, foi para a segunda parada técnica com vantagem: 8 a 7.

Na volta, o jogo começou a ficar quente, marcando a grande rivalidade entre as duas seleções, com Giba e Hirrizuelo provocando a cada ponto marcado por sua seleção. O árbitro chamou os capitães, Giba e Simón, para adverti-los e avisar que, na próxima, mostraria cartão. Giba ainda argumentou:

– Ele está fazendo o mesmo.

A partida continuava bem igual, e num lance sensacional em que Lucão salvou com o pé, o Brasil empatou em 13 a 13. A seleção de Bernardinho conseguiu a virada para 15 a 14 após um belo saque de Murilo e manteve a vantagem para chegar à segunda parada com 16 a 15 a seu favor.

Na volta, a equipe brasileira deu uma bobeada, os cubanos abriram para 20 a 18, e Bernardinho pediu tempo para tentar acertar o time. O Brasil tentava encostar no marcador, mas os cubanos não deixavam, mesmo quando davam contra-ataque para o adversário.

Mas, numa paralela de Vissotto na saída de rede, a equipe brasileira conseguiu o empate 23 a 23, e a virada veio com um ataque de ponta de Lucão, na entrada de rede: 24 a 23. Murilo errou o saque, e Cuba empatou o jogo. A virada para 25 a 24 veio também de saque, de Sánchez, num erro de posicionamento de Giba, e logo depois os cubanos fizeram mais um ponto e fecharam o set em 26 a 24.

No terceiro set, o Brasil abriu logo 3 a 0 e foi para a primeira parada técnica da parcial com 8 a 5 a seu favor. Na volta, os brasileiros continuaram bem e conseguiram quatro pontos de vantagem em 11 a 7. O time cubano começou a cometer erros, e o Brasil se aproveitou para ir para a segunda parada com 16 a 11 a seu favor.

O time do Brasil manteve e até ampliou a vantagem (21 a 15) e foi administrando o jogo para chegar à vitória no terceiro set. O 23º ponto do Brasil veio em belo levantamento de Bruninho com apenas uma das mãos para Lucão enterrar no meio de rede. No fim, a parcial acabou com 25 a 18 para os brasileiros.

O quarto set foi iniciado como os dois primeiros, com equilíbrio. Nenhum time conseguia abrir dois pontos de vantagem, até que, depois de um rali iniciado com uma defesa espetacular dos brasileiros, a seleção fez 6 a 4. Para a primeira parada técnica, o Brasil foi com a vantagem de 8 a 7.

A partida continuava muito parelha, mas a seleção brasileira dominava o placar até que permitiu a virada cubana quando a parcial foi para a sua segunda parada técnica: 16 a 15. O Brasil voltou melhor para a quadra, mas não conseguia escapar no marcador.

Mas Leon, de apenas 16 anos, demonstrou personalidade e talento para pôr Cuba na frente (20 a 19) e levando no saque seu time a abrir três pontos de vantagem num momento importantíssimo do set: 22 a 19. O Brasil conseguiu dois pontos seguidos e obrigou o técnico adversário, Orlando Samuels, a pedir tempo. Mesmo assim, os brasileiros empataram após erro cubano.

Em bloqueio logo em seguida, a seleção brasileira passou à frente (23 a 22), e Samuels parou a partida novamente. E deu certo, pois seu time fez três pontos seguidos e fechou o quarto set: 25 a 23.

No tie-break, o Brasil abriu logo uma boa vantagem, após uma condução de bola do líbero Gutierrez marcada pelo árbitro: 5 a 2. O técnico cubano pediu tempo e acabou conseguindo equilibrar a partida. Mas após empate em 6 a 6, o Brasil foi para a virada de quadra com 8 a 6 a seu favor, após um bloqueio de Leandro Vissotto.

O bloqueio brasileiro voltou a funcionar, desta vez com Giba, para deixar a equipe com uma ótima vantagem: 10 a 7. Vissotto voltou a aparecer no 12º ponto do Brasil em saque violentíssimo que explodiu no peito de Leon e foi para o chão: 12 a 8. Ficou difícil para os cubanos, que ainda tentaram esboçar uma reação, mas o Brasil fechou em 15 a 10, após condução de Hierrezuelo.

 

Crédito: Globo

 

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