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Brasil cede um set a Cuba, mas estreia com vitória nas finais da Liga Mundial

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Em 2005, Mauricio levantava as bolas do Brasil, e Bruninho era um fã. O cubano Leon tinha apenas 11 anos e nem pensava em jogar vôlei, enquanto craques como Gonzalez travavam fortes duelos com a seleção brasileira. Nesta quinta-feira, quatro anos depois, as equipes enfim se reencontraram, sob a tônica da renovação. Quem antes apenas assistia entrou em quadra na Beogradska Arena, na Sérvia, para disputar a fase final da Liga Mundial. O que não mudou foi o resultado: o Brasil venceu mais uma vez, por 3 sets a 1, com parciais de 25/18, 23/25, 25/17 e 25/19.

A equipe do técnico Bernardinho, que busca o octacampeonato da Liga Mundial, volta à quadra nesta sexta-feira, no mesmo local, às 12h30m (de Brasília), para enfrentar a Argentina. O SporTV transmite ao vivo, e você acompanha em Tempo Real no GLOBOESPORTE.COM.

A renovada seleção brasileira começou a partida nervosa, e a pressão da estreia não poupou nem os mais experientes. Líder da equipe dentro de quadra e um dos remanescentes da geração passada, Giba cometia erros bobos. Até o primeiro tempo técnico, o capitão tinha vacilado em quatro ocasiões. Murilo foi quem deu tranquilidade ao Brasil no primeiro set, ao marcar três pontos de bloqueio, deixando 9/8 no marcador. Os saques flutuantes de Rodrigão foram fundamentais para aumentar a vantagem: 12/8. Cuba ofereceu resistência com Leon, a grande revelação do time. Tanto na defesa quanto no ataque, o jovem de 15 anos deu trabalho aos brasileiros, mas logo foi parado por Lucão, que finalizou em 25/18.

Quando parecia que o jogo seria fácil para o lado do Brasil, a seleção de Cuba mudou a estratégia. Leon continuou batendo forte, mas fugiu do bloqueio dos centrais brasileiros e passou a arriscar mais. A alteração surtiu efeito, e o placar ficou em vantagem para os cubanos em boa parte do segundo set. Leandro Vissotto cresceu e apareceu como opção, marcando dois pontos importantes do fundo de quadra. O Brasil conseguiu virar, mas logo permitiu o empate num ace do adversário.

O técnico Bernardinho se irritou, gritou com o time e fez a inversão de 5-1: colocou Marlon e Rivaldo no lugar de Vissotto e Bruninho. Cuba desperdiçou um set point com um erro na rede. Giba foi para o saque podendo manter a seleção viva na parcial, mas pisou na linha e deu números finais à parcial: 25/23 para os cubanos.

No terceiro set, o Brasil entrou em quadra determinado a recuperar o domínio do jogo. O bloqueio dos gigantes centrais Lucão e Rodrigão, com a ajuda eficiente de Murilo e Vissotto, foi a grande arma da equipe. Enquanto o grupo melhorava, contudo, Giba continuava apagado. Com 15/12 no marcador, Bernardinho trocou o capitão por Thiago Alves, que se transformou no grande destaque da seleção. Além dos ataques potentes, ele foi responsável pelos dois saques que deram o set ao Brasil: 25/17.

Ainda sob o comando de Thiago Alves, a seleção brasileira seguiu forte no quarto set. Os bloqueios continuaram eficientes. Quando não paravam os cubanos, amorteciam os ataques. Usando bem as muralhas e forçando o saque, o Brasil foi tomando a liderança do placar e, com facilidade, fechou a partida em 25/19.

 

Crédito: Globo

 

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