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Bloqueio da ERS-110 reduz movimento no comércio e provoca demissões em Jaquirana e Bom Jesus

 Bloqueio da ERS-110 reduz movimento no comércio e provoca demissões em Jaquirana e Bom Jesus
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A população de Bom Jesus e Jaquirana reclama dos prejuízos sofridos com o desmoronamento da ERS-110. A rodovia ruiu na altura do Km 75 em 5 de junho, engolindo dois veículos. A estrada é a única ligação asfáltica de São Francisco de Paula a Jaquirana e Bom Jesus.

Na terça-feira, o superintendente da Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística, Sílvio Pinheiro David, visitou a ERS-110 e avaliou os estragos. A expectativa era pela liberação de um desvio que passa acima do trecho, uma pequena rua de terra desativada que fazia ligação a uma antiga pedreira. No entanto, o trajeto não foi liberado e nem irá receber melhorias.

Enquanto a reconstrução da ERS-110 não começa, Bom Jesus e Jaquirana definham. Conforme levantamento realizado pelos próprios moradores, o movimento no comércio de Bom Jesus caiu em torno de 50%, incluindo restaurantes, bares, hotéis e lojas, entre outros estabelecimentos. O prejuízo já ultrapassaria a barreira dos R$ 200 mil por dia.

Proprietário de um posto de gasolina às margens da ERS-110, Ronaldo Silveira precisou reduzir o quadro de funcionários em função da baixa no movimento, estimado em 40% em dias normais e em 70% em dias chuvosos. Além disso, Silveira analisou oito horas de imagens de um circuito de câmeras que registra o movimento na rodovia e atestou que 1,3 mil veículos deixaram de circular pela região. Assim, fica difícil se manter em funcionamento.

— O Daer não consegue nos dar uma definição de quando será feito algo concreto. Disseram que não é viável melhorar o desvio. É difícil para um município pobre como Bom Jesus passar por uma indefinição dessas. Está faltando uma manifestação mais clara por parte do Estado do que será feito. Estão olhando apenas o aspecto técnico, tem que olhar o social também. Todo mundo está sofrendo aqui — reclama Silveira.

Com a ERS-110 interrompida, existe um acesso secundário com extensão de 14 quilômetros, onde se encontra uma ponte precária que costuma ficar submersa em dias de chuvas mais fortes. É uma alternativa arriscada para os motoristas, além de não suportar a passagem de caminhões. Com a chegada do inverno, a situação se torna ainda mais precária. Dono de uma fábrica de chocolates em Bom Jesus, Alex Boeira endossa a preocupação com a falta de uma ação imediata das autoridades.

— A partir do momento em que caiu a estrada, o fluxo de turistas praticamente cessou na região. Estávamos felizes porque iria começar inverno e as geadas, porque atrai um fluxo muito grande de pessoas. Queremos pelo menos a ativação do desvio — clama Boeira.

 

Crédito: ClicRBS

 

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