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Atletas contam como fazem para administrar dinheiro

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Comprar ações na bolsa ou moedas estrangeiras? Investir em fundos de renda fixa ou aplicar na boa e velha caderneta de poupança? Comprar imóveis é uma boa? Estas dúvidas ligadas a investimentos atormentam não apenas profissionais comuns, mas também muitos atletas de renome do nosso esporte (veja no vídeo ao lado).

No caso dos desportistas, o economista Luís Carlos Ewald lembra que o reduzido tempo de vida profissional exige o máximo de economia possível. O cenário de constante preocupação com o futuro torna-se ainda mais sério quando entram em cena fatores complicadores, como atrasos de salários (veja no vídeo abaixo, alguns casos de atrasos de salários no esporte) ou inesperadas fugas de patrocinadores.

– Normalmente, digo às pessoas que elas devem guardar, no mínimo, 10% de tudo que ganham. Mas no caso dos atletas, esse dízimo pode ser maior. Depende de cada situação, mas 20%, 30%, 40% ou até mais é sempre uma boa. – explicou o economista à saltadora Juliana Veloso, à ginasta Jade Barbosa e ao goleiro Ricardo Berna, do Fluminense, em um descontraído bate-papo promovido pelo GLOBOESPORTE.COM.

Outros atletas também foram escutados e, em geral, o que se viu foi uma tendência a poupar durante os anos de carreira. O objetivo normalmente é pensar em formas mais agressivas de investir o dinheiro acumulado depois da aposentadoria.

– Um jogador que ganha R$ 10 mil e que tenha um padrão de vida bom, gastando uns R$ 4 mil, pode juntar todo mês em torno de 60% do salário. Desde cedo fui orientado e tento passar isso para os mais jovens porque é comum ver jogador quando sobe para os profissionais já comprando carro importado e tudo mais – disse o zagueiro Juninho, do Botafogo.

Na vida de Jade Barbosa, a tarefa de poupar foi assumida pelo pai, que nos tempos em que o Flamengo pagava os salários dos ginastas guardava 80% de tudo que a filha recebia. Pouco familiarizada a assuntos ligados a finanças, a ginasta revelou sem timidez que já teve até o cartão do banco devidamente bloqueado para evitar gastos desnecessários.

– Se eu abusasse, ele tomava o meu cartão. Mas eu só abuso mesmo quando viajo, porque no exterior tudo é muito mais barato e eu adoro produtos eletrônicos – contou a atleta, que faz 18 anos de idade neste mês de junho e que pretende competir até os 22.

Onze anos mais velho, o goleiro Ricardo Berna, do Fluminense, atravessa um momento da carreira em que os investimentos são um pouco mais altos. Admirador confesso de automóveis, o jogador levou a Luís Carlos Ewald a mesma dúvida do zagueiro do Flamengo Ronaldo Angelim e do ala-armador Marcelinho, do time de basquete do Rubro-Negro: queriam saber se o investimento em imóveis para aluguel é vantajoso.

– Em geral sim, mas para isso é preciso estar atento a alguns detalhes. A casa ou o apartamento precisa ser facilmente negociável. Ou seja, pequeno e bem localizado. Imóvel grande é mais difícil de alugar, é imóvel para proprietário morar – resumiu Ewald, que aos domingos aparece no Fantástico, da Rede Globo, como “Sr. Dinheiro” para tirar dúvidas e ajudar pessoas comuns a melhorar suas vidas financeiras.

Empreendimentos também foram questionados por alguns atletas. Diego Hypólito, que em breve irá comprar uma casa, não quer saber de ações na bolsa, títulos do governo nem nada similar. O ginasta pretende abrir um negócio, mas está temeroso quanto ao retorno financeiro de um investimento em algo ligado ao seu esporte.

– Gostaria de usar minha fama em algum negócio, mas acho que, aqui no Brasil, a ginástica não é rentável. Ainda não sei como investir, penso em abrir algo como um restaurante. Poderia até mesmo colocar gente da família trabalhando – contou o atleta.

Mas a ideia não é bem vista pelo Sr. Dinheiro.

– Quando se vai empreender, é preciso estar atento ao ramo do negócio. É importante que esta área seja de total conhecimento do empresário, além, claro, de haver um bom administrador por trás – ensinou Ewald.

Filho representa gastos altos

Grávida de 8 meses, Juliana Veloso levou um susto quando o economista lhe contou sobre o impacto da chegada do filho Pedro nas contas da família. Segundo Luís Carlos Ewald, o bebê representará, em um primeiro momento, acréscimo de 30% nas despesas.

– Mas não pára por aí não. Do nascimento até os 23 anos de idade, a soma dos gastos com filho no que diz respeito à alimentação, remédios, escola, cursos e tudo mais chegam a R$ 1 milhão – disse o Sr. Dinheiro.

Com a informação, Ricardo Berna mandou um recado para a esposa:

– Ta vendo? É por isso que eu falo para ela que antes de termos um filho tenho que juntar o meu milhão (risos) – brincou.

 

Crédito: Globo

 

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