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Ataques a Olívio e Lasier dominam debate entre candidatos ao Senado

 Ataques a Olívio e Lasier dominam debate entre candidatos ao Senado
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Com pouca apresentação de propostas, o debate entre os setes candidatos ao Senado, na noite desta segunda-feira na TV COM, foi dominado por ataques aos dois concorrentes melhor colocados nas últimas pesquisas de intenção de voto: Lasier Martins (PDT), Olívio Dutra (PT). A dupla foi alvo tanto dos adversários com menor índice nos levantamentos, quanto em ataques mútuos.

O primeiro bloco teve a ordem das perguntas previamente sorteada. Lasier aproveitou a tréplica de sua primeira pergunta, a Pedro Simon (PMDB), para, sem citar o nome de Olívio, alfinetar o adversário petista, por ter sido contra a transgenia e por mandar “embora recursos importantes” em seu período como governador.

Na sequência, Rubens Goldenberg (PRP) perguntou a Júlio Flores (PSTU) como avaliava as candidaturas de Olívio e Lasier. O concorrente do PSTU se disse “frontalmente contra as duas propostas”, e Goldenberg replicou dizendo que o petista causou danos ao erário quando foi prefeito de Porto Alegre, e também questionou se Lasier “ao sair de sua zona de conforto” tinha fibra necessária para assumir o cargo em Brasília.

Em sua primeira participação, Olívio ignorou os ataques e abordou o tema da reforma política na pergunta a Ciro Machado (PMN). O ex-governador defendeu a criação de uma constituinte exclusiva para debater o assunto, enquanto Ciro propôs a verticalização das coligações e a unificação das eleições. Em seguida Simone Leite perguntou a Lasier sobre as alternativas para levar investimento as regiões de fronteira e criticou a legislação que limitaria a instalação de indústrias na faixa de 150 quilômetros até a divisas com outros países, por exigir aprovação do Conselho Nacional de Segurança. Lasier citou como opção a concessão de benefícios fiscais, e aproveitou para criticar indiretamente o PT _ atualmente no governo do RS _ por provocar a escassez de recursos no caixa do Estado.

Ciro Machado, que defende a diminuição do número de deputados federais pela metade e redução das vagas no Senado de três para duas, perguntou a opinião de Goldenberg sobre as propostas. O candidato do PRP se disse favorável e acrescentou a intenção de mudar o sistema de eleições para o voto distrital. Goldenberg, contudo, não perdeu a oportunidade de atacar Lasier, a quem acusou de beneficiar familiares com indicações para cargos públicos, e Olívio, que classificou como “péssimo governador e péssimo ministro”.

O ex-governador petista também foi alvo de Flores, que acusou o Partido do Trabalhadores de ter mudado de lado e, na esteira, lançou críticas ao governador Tarso Genro, por não pagar o piso do magistério. Olívio contornou a ofensiva afirmando que a “reforma política não será feita por apenas um partido” mas pelo “empoderamento do povo”.

No segundo bloco, os candidatos também fizeram perguntas diretas entre si, mas podiam escolher o adversário que responderia em ordem de sorteio. As perguntas contudo, mantiveram os ataques aos líderes das pesquisas eleitorais.

Júlio Flores acusou Lasier, enquanto comunicador, de se posicionar a favor de privatização de empresas pública. O candidato do PDT refutou o ataque e desafiou o oponente a apresentar comentário seu em defesa de privatizações. Em seguida, Lasier utilizou sua pergunta a Ciro Machado para lançar novo ataque a Olívio. O pedetista citou título de cidadão honorário que o ex-governador recebeu na Bahia, dando a entender que a homenagem teria sido fruto de Ford ter se instalado naquele Estado, depois de desistir de investimento no Rio Grande do Sul. Em pergunta a Simone Leite, Goldenberg criticou as intenções da candidatura de Olívio “com tanta porcaria que já fez” e acusou Lasier de “pregar moral de cueca”.

Na última pergunta do bloco, o petista rebateu a provocação de Lasier, afirmando que recebeu título de cidadão honorário em diversas cidades do Estado, por ter sido governador, e do país, pelo período como Ministro das Cidades.

 

Crédito: ClicRBS

 

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