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Atacantes deixam desconfiança para trás no Brasileirão e buscam artilharia

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No futebol, é comum a confirmação de clichês. No Brasileiro deste ano, uma boa frase para os atacantes seria “nada como um dia após o outro”. Adriano, Diego Tardelli, Jonas, Marcelinho Paraíba e Roger estão aí para confirmar. Desacreditados há pouco tempo, os jogadores agora disputam a artilharia da competição nacional.

A história dos cinco é parecida. Ainda em 2009, todos viveram momentos complicados, por motivos diferentes, mas agora dão a volta por cima. A recuperação de Adriano e Tardelli vai mais longe. Os dois vêm sendo convocados regularmente por Dunga para a seleção brasileira e estão cotados para disputar a Copa de 2010, na África do Sul.

O caso de Adriano é o mais famoso e também o de maiores proporções. Em abril, o jogador deixou o Inter de Milão e anunciou que estava abandonando o futebol por tempo indeterminado. Um mês depois, acertou com o Flamengo, mas seu retorno foi visto com desconfiança, ainda mais depois de ter faltado a alguns treinos. No entanto, o Imperador entrou em forma, passou a jogar bem, fazer gols e voltou à seleção. Já são 15 gols em 22 jogos e duas convocações.

– Às vezes na vida, a gente está seguindo um rumo que não é o certo e tem que tomar uma decisão para retomar as energias e dar a volta por cima. Eu, graças a Deus, fiz a escolha de retornar ao Brasil e jogar no Flamengo. Estou muito feliz. Reconquistei a confiança do Dunga. Fiz a coisa certa e agora é dar continuidade para voltar à seleção – afirmou o Imperador.

Companheiro de Adriano no time de Dunga, Diego Tardelli teve apenas o início de ano ruim. No dia 10 de janeiro, deixou o Flamengo, apesar de ter marcado o gol do título da Taça Guanabara em 2008. Foi para o Atlético-MG e passou a viver a melhor fase de sua carreira. Fez 34 gols na temporada (é o líder do Prêmio Friedenreich), 14 deles no Brasileirão. Com o desempenho, foi chamado para a seleção três vezes e disputou duas partidas com a camisa amarela.

– É uma situação pela qual todo jogador pode passar. Assim como o Atlético-MG, estou vivendo um momento importante, mas não vou poder participar das próximas rodadas do Brasileiro. Realmente existe um duelo pela artilharia do Brasileiro com o Adriano, mas na seleção a história é outra – disse Tardelli.

Marcelinho Paraíba deixou o Flamengo brigado por causa da falta de pagamentos e vaiado pela torcida. Chegou ao Coritiba como “presente do centenário” e está sendo peça-chave na briga do time contra o rebaixamento, com 13 gols em 25 jogos no Brasileirão e 24 tentos ao todo pelo Coxa.

– Estou feliz, e, quando você trabalha feliz, tudo fica melhor. É por isso que estou jogando bem. Estou com a cabeça mais tranquila agora, e isso facilita. Vivo um momento bom individualmente, mas acho que é o grupo que está bem – avaliou Paraíba.

O atacante Roger foi mais um que precisou deixar o Rio para encontrar seu futebol. Depois de um início de 2009 desastroso no Fluminense, o atacante desembarcou em Salvador e já marcou gols pelo Vitória. Sua média de gols no time tricolor foi de 0,25 por jogo. No Campeonato Brasileiro, pelo Leão, é de 0,52 (13 gols em 25 jogos).

– Quando saí do Flu, passei a acreditar que o meu potencial tinha que estar na frente. O grande culpado por não ter tido sucesso fui eu. Assim como eu sou o responsável pelo meu sucesso agora. É muito fácil culpar algo pela falta de sucesso. Poderia falar que o Fluminense não paga salário e que as pessoas não são capacitadas. Mas o jogador pode fazer a diferença mesmo com esses problemas. Aqui (no Vitória) me conscientizei de que precisava melhorar a finalização. Vi que precisava ficar melhor fisicamente, treinar mais, principalmente as finalizações de fora da área – explicou Roger.

O caso de Jonas é mais curioso, já que ele foi o único dos cinco que não precisou trocar de clube para se recuperar. Depois de voltar de um empréstimo para a Portuguesa, o jogador quase deixou o Grêmio novamente no início do ano.

Mas o pior ainda estava por vir. No confronto com o Boyacá Chicó, pela Libertadores, o atacante perdeu três chances de gol em um mesmo lance e chegou a ser chamado de “pior atacante do mundo” pelo jornal espanhol “El Mundo Deportivo”. No entanto, é o artilheiro do Tricolor na temporada,com 24 gols marcados, 14 deles no Brasileiro.

– No começo do ano, minha pretensão era fazer uma temporada diferente. Mas, se eu disser que pensava em artilharia do Campeonato Brasileiro, vai ser mentira. No início do ano, tinha outros objetivos na frente, precisava conquistar uma vaga no time. A mudança veio com o trabalho. É no trabalho diário. É treinando bem, fazendo tudo certinho diariamente, se concentrando mais, ficando mais disposto. Na segunda-feira, eu já pensava que teria que fazer uma grande semana, que não poderia fazer apenas mais um treino – disse Jonas.

O “intruso” na briga pela artilharia do Brasileirão é Alecsandro, do Internacional, que tem 13 gols. Apesar de ter começado o ano como reserva de Nilmar, vendido ao Villareal, o jogador sempre teve status de 12º jogador do Colorado.

 

Crédito: Globo

 

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