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Assentados gaúchos contabilizam primeiro mês da colheita de amoras

 Assentados gaúchos contabilizam primeiro mês da colheita de amoras
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Cerca de 45 toneladas de amora preta foram colhidas durante o primeiro mês da safra em assentamentos das regiões noroeste e nordeste do Rio Grande do Sul. A expectativa dos produtores e da equipe de assistência técnica é chegar a 85 toneladas até o final da colheita em janeiro.

 

Ao todo, o cultivo da fruta ocupa uma área de 15 hectares: 10 nos assentamentos estaduais Nova Estrela e Nova Batalha, em Vacaria, e cinco no assentamento Três Pinheiros, em Sananduva.

Em Vacaria, de 20 a 25 famílias se envolvem com o plantio. Elas representam cerca de 25% dos produtores do município que é considerado um dos maiores do país.

Em Sananduva, 12 assentados também se dedicam à produção.

O pomar da família de Luís Sancigolo, no assentamento Três Pinheiros, tem pouco mais de meio hectare, onde estão plantados 3,5 mil pés de amora em produção, mais 1,8 mil mudas em preparação para o próximo ano.

Desde novembro, já foram colhidas 2,75 toneladas da fruta. O agricultor espera superar a safra passada (de 4,5 toneladas), quando foi sua primeira experiência.

 

“É mais vantajoso para a nossa saúde, porque não usa produto químico. Também não é muito caro, por isso rende financeiramente”, conta Sancigolo.

Segundo ele, ao final da colheita o rendimento é de aproximadamente R$ 13 mil. Apesar da queda nos preços, Sancigolo acredita que o valor pago será de R$ 2 a R$ 2,30 o quilo da amora. O primeiro pagamento (referente a 40% do total) ocorre em 20 de dezembro.

Toda a produção é entregue diretamente a uma empresa de Vacaria, que recolhe as frutas no lote a cada três dias. Sancigolo é responsável por uma câmara fria com capacidade de 10 toneladas (disponibilizada pela compradora), que acondiciona também a colheita dos vizinhos.

Por ser uma fruta altamente perecível e de rápido amadurecimento, a família chega a colher 400 quilos de amora por dia.

 

Hoje, Sancigolo conta com a ajuda da esposa e da filha, mas no ano passado precisou contratar 14 pessoas para auxiliar na colheita.

Alternativa

A plantação de amoras foi incentivada pela equipe de assistência técnica contratada pelo Incra, que acompanha os referidos assentamentos.

 

De acordo com o assessor técnico Ezequiel Martins, do Centro de Tecnologias Alternativas Populares (Cetap), a cultura surgiu como proposta à diversificação da produção. Por ser uma atividade viável economicamente, permite agregar valor em pequenas áreas. 
 

Martins ressalta, ainda, que o cultivo de pequenas frutas contribui para a transição da agricultura convencional a modelos agroecológicos.

 

“A amora é um dos produtos mais fáceis de se produzir de forma orgânica. É uma cultura muito simples: sua rusticidade facilita para as famílias”.

 

Os pomares também absorvem a mão-de-obra familiar.
 

Produtores de meio hectare da variedade tupi, o casal Pedro e Verônica Chiele (do assentamento Nova Batalha) explica porque o manejo intensivo justifica o emprego de toda família.

 

Um dos momentos mais trabalhosos ocorre em julho e agosto, quando os agricultores realizam a poda e amarra dos galhos – extremamente espinhosos – nas espaldeiras (estruturas nas quais os arbustos são amarrados).

 

Agosto e novembro são os períodos das roçadas realizados no intuito de deixar a lavoura em condições de facilitar a colheita que dura de novembro a janeiro e é seguida da retirada dos galhos secos.

 

Nas fotos a Família Sancigolo, do assentamento Três Pinheiros em Sananduva, comemoram segunda safra de amoras.

 

Crédito: Adelar Gonçalves/Dep. Jornalismo e Assessoria de Comunicação da Superintendência Regional do Rio Grande do Sul – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária.

 

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