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Após susto inicial, Brasil bate Paraguai na estreia do Sul-Americano

 Após susto inicial, Brasil bate Paraguai na estreia do Sul-Americano
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O fantasma da campanha desastrosa da Copa América ainda assombra a seleção brasileira masculina de basquete. No entanto, nesta quinta-feira, o Brasil começou a apagar essa mancha. Foi preciso um susto nos minutos iniciais, mas, mesmo sem as estrelas verde-amarelas, a equipe montou uma boa marcação para vencer o Paraguai por 73 a 56 na estreia do Campeonato Sul-Americano. Na mesma Venezuela do vexame de 2013, só que na Ilha Margarita, o Brasil deu o primeiro passo para se classificar para os Jogos Pan-Americanos de 2015, em Toronto, no Canadá.

Como Tiago Splitter, Nenê, Anderson Varejão & Cia. estão em São Paulo se preparando para o Mundial da Espanha, que começa no dia 30 de agosto, coube a Raulzinho e Rafael Hettsheimer liderar o Brasil no Sul-Americano – os dois, assim como toda a equipe que está na Venezuela, ainda briga pelas últimas vagas no grupo de Rubén Magnano. Em pouco mais de 13 minutos em quadra, Hettsheimer ficou perto do duplo-duplo, com 13 pontos e nove rebotes. Raulzinho, por outro lado, comandou o Brasil e fez nove pontos.

– Vencer na estreia é sempre muito importante para dar moral ao grupo. Não fizemos um bom primeiro período, mas a partir do segundo quarto começamos a imprimir nosso ritmo de jogo. Na etapa final, a equipe deslanchou, abrimos uma boa vantagem e administramos até o final – disse Hettsheimer.

Além do título, o Brasil mira também neste Sul-Americano uma das três vagas para o Pan-Americano de Toronto. A competição também dá quatro vagas para o Pré-Olímpico de 2015 – apesar de já classificado para as Olimpíadas por ser o país sede, o Brasil pretende disputar a competição como convidado. A seleção volta à quadra da Ilha Margarita nesta sexta-feira, às 14h (de Brasília), para encarar o Equador. O último duelo verde-amarelo no Grupo A será contra a Argentina.

O JOGO
As principais estrelas do Brasil não entraram em quadra no Sul-Americano. Tiago Splitter, Anderson Varejão, Nenê & Cia. ficaram em São Paulo se preparando para o Mundial. Coube ao time B, de olho nas últimas vagas para a competição na Espanha, a missão de começar a apagar a mancha da desastrosa campanha da última Copa América. Na mesma Venezuela do vexame de 2013, o técnico José Neto montou o quinteto brasileiro com Raulzinho, Benite, Arthur, Augusto Lima e Rafael Hettsheimer diante dos paraguaios.
O Brasil parecia que ainda estava naquela Copa América no início do jogo. Foram cinco minutos de uma defesa que dava muito espaço para os paraguaios e um ataque perdido.

Foram várias tentativas. De perto ou de longe, a mira verde-amarela não estava calibrada, e a bola cismava em parar no aro em uma tentativa de Raulzinho na zona morta, nem no aro a bola foi. Só Hettsheimer fez dois pontos – e em lances livres. À vontade, os paraguaios não foram brilhantes, mas abriram 13 a 2.

Foi preciso o técnico José Neto pedir um tempo para colocar ordem na casa. Com Olivinha em quadra, o Brasil apertou a marcação e conseguiu dois contra-ataques seguidos com Olivinha e Raulzinho. Era a vez dos adversários de não se encontrarem no ataque, pressionados pela forte marcação individual. Aos poucos, o Brasil diminuiu a diferença e chegou a virar ainda no primeiro quarto após uma bela assistência de Raulzinho para Cristiano Felício fazer o ponto, sofrer falta e converter o lance livre de bonificação. Os paraguaios só reagiram no finzinho e retomaram a ponta em lances livres: 16 a 14.

O técnico José Neto então começou a rodar o time, experimentou os reservas, e eles corresponderam em quadra. Rafael Luz, Jefferson e Gegê puxaram o time no segundo quarto com bolas de três pontos. Os paraguaios resistiram, mas o Brasil conseguiu a virada para ir ao intervalo em vantagem: 32 a 26.

Os brasileiros mostraram que os primeiros minutos foram apenas um susto e foram superiores aos paraguaios em todo o terceiro quarto. Com a defesa forte e bem postada, a seleçao verde-amarela foi abrindo vantagem, liderada pela boa atuação de Raulzinho e Hettsheimer. José Neto faz várias mudanças, e o time manteve o ritmo para fechar a parcial em 55 a 37.

A superioridade brasileira era tamanha que José neto deu descanso aos principais jogadores, e os paraguaios sequer ensaiavam uma reação. O Brasil abriu 20 pontos de vantagem com tranquilidade. Só quem se atrapalhou foi o juiz, que tropeçou em um câmera e caiu em quadra. Os brasileiros relaxaram, mas José Neto pediu um tempo para colocar seus comandados nos trilhos para fechar a partida com uma vitória por 73 a 56.

RGENTINA PASSEIA CONTRA O EQUADOR
De olho no Mundial da Espanha, a Argentina também não levou suas estrelas para o Sul-Americano. Só que os argentinos não tiveram dificuldades para bater o Equador na estreia. Foi um atropelo de 100 a 44. O destaque argentino foi Marcos Mata, cestinha da partida com 15 pontos. Pablo Espinoza (13), Nicolas Richotti (12) e Matias Bortolin (11) também passaram dos dez pontos. Argentinos e equatorianos estão no Grupo A, o mesmo de Brasil e Paraguai.

TABELA
Quinta-feira, 24/07
Grupo B – Uruguai 92 x 52 Chile
Grupo A – Equador 44 x 100 Argentina
Grupo A – Brasil 73 x 56 Paraguai
Grupo B – Peru 49 x 86 Venezuela
Sexta-feira, 25/07
Grupo A – Brasil x Equador
Grupo B – Peru x Uruguai
Grupo A – Argentina x Paraguai
Grupo B – Venezuela x Chile
Sábado, 26/07
Grupo A – Paraguai x Equador
Grupo B – Chile x Peru
Grupo A – Brasil x Argentina
Grupo B – Venezuela x Uruguai
Domingo, 27/08
Semifinais
Segunda-feira, 28/08
Finais

 

Crédito: Globo

 

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