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Apagão vira risco para produção da economia

 Apagão vira risco para produção da economia
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Diante da possibilidade de apagão no Rio Grande do Sul, a exemplo do que ocorreu recentemente em outros estados, empresários enumeram os prejuízos da instabilidade energética no Brasil. O presidente da Federação das Associações Comerciais e de Serviços do RS (Federasul), Ricardo Russowsky, observou que, como o sistema nacional é interligado, os cortes de luz são passíveis de acontecer e geram perdas para o comércio e toda a cadeia produtiva. “As empresas necessitam de energia. Quando ela falta, as pessoas não frequentam as lojas e não compram. Com isso, corta a atividade”, declarou. 

Segundo ele, são poucos os estabelecimentos com condições de contratar geradores de energia e o uso desses equipamentos aumenta muito os custos. Além disso, é inviável planejar alternativas no orçamento. “A energia pode faltar a qualquer momento. Não dá para planejar isso. O fornecimento é um serviço público e, por falta de estrutura e investimentos, ficamos sujeitos a isso”, observou. 

Se um apagão no Rio Grande do Sul se concretizar, o reflexo será a perda de receita das companhias. “Não pode aumentar o valor da mercadoria para o consumidor, porque se parou de vender pela falta de luz. Então, o prejuízo fica com a empresa.”

Conforme ele, não há relação direta entre falta de luz e diminuição de vagas de emprego, por exemplo. Porém, a longo prazo, caso houvesse frequentes falhas no fornecimento de energia, as consequências seriam as mais variadas, principalmente se somadas às perdas em decorrência do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). “A queda de energia se somaria às graves medidas anunciadas pelo governo federal. Seria mais um problema.”

CEEE avalia riscos futuros

Na semana passada, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) negou que tivesse ocorrido um apagão. O que causou a falta de luz foram restrições na transferência de energia das regiões Norte e Nordeste para o Sudeste, aliadas à elevação da demanda no horário de pico. Isso provocou redução na frequência elétrica nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Diante desse problema, o novo presidente da CEEE, Paulo de Tarso Pinheiro Machado, disse que o Rio Grande do Sul está dentro do contexto do Brasil. Segundo ele, estamos vivendo um pico do consumo em função do aumento das temperaturas. Portanto, há risco de desligamento de energia no Estado, mas isso não pode ainda ser mensurado. A posição do Rio Grande do Sul, comparativamente às outras regiões, é boa, mas como temos um elemento de transição de geração que acaba abastecendo também a região Sudeste, a situação não é de conforto.

 

Crédito: Correio do Povo

 

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