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Aos 82 anos, Chuck Berry mostra rock sem frescura em SP

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Foram apenas 53 minutos de voz, baixo, piano, bateria e claro, guitarra. Embora tenha feito uma apresentação com o set list reduzido, o guitarrista americano Chuck Berry, creditado muitas vezes como um dos “pais do rock”, fez show nesta quarta-feira na Via Funchal, em São Paulo. Com mesas e cadeiras no lugar da pista, a casa de shows lotou com 3.071 pessoas.

Famoso por ter sido um dos pioneiros na introdução da guitarra elétrica na música e dar aquela “acelerada” no blues, Chuck Berry, aos 82 anos, subiu no palco com seu tradicional quepe de marinheiro e com uma camisa vermelha cheia de detalhes brilhantes. Fugindo de qualquer possível firula, o guitarrista foi breve até na hora de agradecer a presença do público: “thank you, mercy beaucoup e todas essas coisas”, brincou.

Tendo em vista a rápida apresentação, Chuck Berry faz um tour rápido pelos seus principais hits como Maybellene, Roll Over Beethoven, My Ding a Ling e Johnny B. Goode, esta última “cobrada” pelos fãs na plateia. “Vocês querem ouvir Johnny B. Goode, não é? E vocês vão ouvir”, afirmou.

Depois de engatar rapidamente as primeiras notas do famoso riff, que fez parte inclusive do filme De Volta Para o Futuro, com Michael J. Fox, Chuck Berry interrompeu a introdução e abandonou sua guitarra. Depois de empunhar outro instrumento, uma Fender com um timbre mais estridente, o guitarrista levou os fãs ao delírio com a canção.

É claro que alguns fãs vão reclamar da falta de “eletricidade” de Chuck e dos riffs que nem sempre saem da mesma forma ágil que o guitarrista tocava nos anos 50, mas vale lembrar que o músico, que está com 82 anos, fez questão de brincar várias vezes com a plateia e não economizou os tradicionais passinhos que criou e disseminou no rock até a atualidade.

Para encerrar no bom estilo “rock n roll” quebrando protocolos, Chuck Berry convocou as pessoas a se levantarem de seus lugares. Depois que algumas garotas subiram no palco e ensaiaram alguns passos de baile, o lendário guitarrista se despediu do público pedindo o coro dos fãs.

Em vez de sair e retornar para um bis, Chuck Berry caminhou lentamente, ainda tocando sua guitarra e foi para a parte de trás das cortinas. Já no backstage, o guitarrista continuou tocando seu instrumento até as luzes da Via Funchal se acenderem.

 

Crédito: Terra

 

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