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Aécio e Dilma trocam provocações em debate

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A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, e o senador Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência, se enfrentam na noite desta terça-feira no primeiro debate do segundo turno, na TV Bandeirantes. A maioria dos blocos possibilita enfrentamento direto entre os concorrentes.

A primeira pergunta foi da presidente para Aécio sobre a CPMF. Dilma afirmou que o PSDB votou contra e quis saber, então, quais são as propostas dele para a saúde. E acrescentou que as contas do tucano, que governou Minas Gerais, foram desaprovadas. “Sinto muito a senhora estar desinformada. Todos os meus investimentos são aprovados pelo Tribunal de Contas”, devolveu.

Aécio então perguntou sobre a inflação e citou a afirmação de um membro do governo que sugeriu que a população deixe de comer carne para consumir ovos e frango. Dilma devolveu: “Proponho que a gente pare de ver quem está falando a verdade e a mentira. Candidato: acho que o senhor tem memória curta e esqueceu que o ministro da Fazenda do seu governo deixou escapar a inflação, que foi acima da meta. Diante da crise nós mantivemos empregos e salários. Aécio cobrou então: “Vamos dizer a verdade, na época dele a inflação foi contida. Eu é que pergunto para o telespectador se estão ou não os produtos mais caros”.

Dilma atacou: “Vocês gostam de cortar, cortar empregos e salários, como o seu futuro ministro da Fazenda, Armírio Fraga. Eu tenho certeza que até o final do ano a inflação vai estar em 6,5%”. A petista perguntou a Aécio sobre o que ele achava do Pronatec, porque na época havia pouquíssimas escolas deste tipo. Aécio contra-atacou dizendo que a presidente tem obsessão com Armírio. Declarou que se orgulha de ter levado Minas a se destacar em educação e disse que o Pronatec é bom programa, mas que precisa ser aperfeiçoado.

Corrupção

Em um dos momentos mais tensos do debate, quando o assunto foi a corrupção, Aécio insinou que os serviços prestados por Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, teriam beneficiado o PT na forma de desvios que teriam passado pelo tesoureiro do partido. Na tréplica, Dilma disse que Costa foi demitido em abril de 2012, e que o Conselho não sabia de todos os fatos descobertos agora em 2014.

Ela cobrou de Aécio respostas sobre os escândalos tucanos e sobre a construção do Aeroporto na cidade de Cláudio (MG), onde foi construído um aeroporto nas propriedades de um parente de Aécio. O tucano chamou Dilma de “leviana” ao falar do aeroporto de Cláudio. Em nova pergunta, Dilma retrucou com mais escândalos que envolveriam Aécio e o PSDB. A petista respondeu que está indignada com o caso na Petrobras e que está indo atrás da punição de todos os culpados pela corrupção na estatal.

A candidata lembrou de duas leis aprovadas que garantiu a independência dos delegados na investigação e a regulamentação da delação premiada. Depois, citou casos tucanos: Pasta Rosa, Sivam, Mensalão Tucano, escândalo do metrô de São Paulo e disse que todos os culpados estão soltos, recordando também da suposta compra de votos para emenda da reeleição no primeiro governo FHC.

Políticas sociais

Ao falar sobre políticas sociais, o candidato do PSDB disse que não pretende extinguir os programas existentes. “Claro que não vamos acabar com os programas sociais, vamos aprimorá-los”, afirmou.

Dilma garantiu o compromisso com o tema. “Não condicionamos nossos governos a medidas antipopulares, como choque de gestão. Não fizemos o Bolsa Família para 5 milhões, fizemos para 50 milhões”, rebateu ela, comparando o programa com o Bolsa Escola e o Bolsa Alimentação, da gestão FHC e citados por Aécio Neves como embrionários do Bolsa Família.

Aécio voltou a associar o programa assistencial aos governos tucanos. “Se fizermos um DNA do Bolsa Família, o pai será Fernando Henrique Cardoso e a mãe, Ruth Cardoso”, declarou. Dilma afastou a relação: “Impossível que alguém acredite que um programa da envergadura do Bolsa Família tenha origem em um programa distorcido. Vocês jamais aplicaram recursos em programas sociais.”

Considerações finais

Aécio Neves encerrou sua participação no debate agradecendo aos votos recebidos no primeiro turno e ao apoio da viúva de Eduardo Campos, Renata Campos, e da candidata do PSB derrotada no primeiro turno, Marina Silva. “Eu saberei, se eleito presidente, nos próximos quatro anos, honrar os compromissos que assumimos. Eu não permitirei que esse país seja dividido ente nos e eles. Quero fazer o governo da convergência.”

A presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, pediu aos eleitores que se perguntassem quem tem mais capacidade e experiência. “Quem tem o compromisso verdadeiro com o trabalhador para manter suas conquistas e seus direitos, quem tem o apoio político para fazer as reformas que o país exige?”, disse. Dilma finalizou dizendo que deseja um tempo novo, fundamentado na educação para “continuar levando o Brasil para frente”.

 

Crédito: Correio do Povo

 

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