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129 rodoviárias correm o risco de fechar no Estado

 129 rodoviárias correm o risco de fechar no Estado
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Desde março de 2012, das 274 licitações para exploração de estações rodoviárias abertas no Estado, apenas 45 (16,4%) chegaram ao final e os contratos já foram assinados. Do total de processos abertos, quase metade, 129 deles, que representam 47% das licitações, não tiveram sequer interessados em assumir a venda de passagens, e os terminais correm risco de fechar.

O processo de renovação das licitações iniciou há pouco mais de dois anos, determinado por uma força-tarefa que investigou denúncias de irregularidades no Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) em 2011. Na época, foram identificados contratos de administração de rodoviárias vencidos e prorrogações de contratos irregulares.

Algumas dessas rodoviárias, como a de Vera Cruz, no Vale do Rio Pardo, já fecharam as portas, pois o atual concessionário não tem interesse em permanecer operando o terminal. A justificativa é que a conta de despesas x receita não fecha mais com resultado positivo — cenário que se repete em muitos municípios.

O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) admite que as 129 rodoviárias cuja exploração não interessou a ninguém podem estar com os dias contados — e que algumas até fecharam. O destino dos terminais depende do resultado das licitações. Até agora, porém, o Daer não recebeu documentos que oficializem o fechamento de terminais — embora, alguns, como Vera Cruz, não estejam mais operando.

O departamento busca uma solução individual contatando concessionários, prefeituras e empresários locais. O Daer reconhece que o sistema que vigora no Estado não é o ideal para os concessionários.

— Só aqui a passagem é vendida pela rodoviária, que ganha 11% sobre cada bilhete. Nos demais Estados, são as próprias empresas que vendem as passagens, e as rodoviárias cobram uma taxa de embarque do passageiro, como nos aeroportos — explica o diretor de Transportes Rodoviários do Daer, o engenheiro Paulo Ricardo Campos Velho.

Um dos problemas do sistema de transporte intermunicipal gaúcho é que rodoviárias com grande movimento, mas com venda de passagens para viagens de curta distância acabam lucrando menos do que estações com menor movimento e bilhetes de longa distância.

— É o caso de Uruguaiana e Alegrete, por exemplo, que têm muito menos movimento do que rodoviárias como a de Canoas, mas, proporcionalmente, têm lucro maior porque as passagens vendidas são mais caras, devido às distancias maiores. Isso aumenta a taxa recebida sobre os bilhetes pela concessionária — aponta Campos Velho.

 

Crédito: ClicRBS

 

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